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Jerónimo Martins com lucro de 433 M€ em 2019

Jerónimo Martins

O Grupo Jerónimo Martins terminou o ano de 2019 com um resultado líquido de 433 milhões de euros, um crescimento de 7,9% face a 2018. De acordo com os resultados apresentados pela companhia esta quinta-feira (20 de fevereiro), as vendas cresceram cerca de 7,5% para um total de 18,6 mil milhões de euros.

O crescimento like for like foi de 5,3% e o EBITDA do grupo aumentou 8,9% (9,3% a taxas de câmbio constantes), para um total de 1045 milhões de euros.

A Biedronka, que continua a ser responsável pela maior fatia de vendas da empresa, cerca de 67,7%, viu as suas vendas crescerem 7,9% para 12 621 milhões de euros.

Já em Portugal, o grupo fala do “melhor ano de sempre em termos de resultados”, com o Pingo Doce a registar um incremento nas vendas de 2,9%, para 3 900 milhões de euros. A cadeia de cash & carry Recheio atingiu um marco de mil milhões de euros em vendas, 2,7% acima do valor registado no período homólogo. Na Colômbia, as vendas da Ara cresceram 30,8% para 784 milhões de euros.

Grupo investe quase 700 milhões de euros em 2019
No ano fiscal que agora terminou, o Grupo Jerónimo Martins investiu 678 milhões de euros, 32% dos quais na expansão do número de lojas. Ao agroalimentar, em Portugal, a empresa alocou 7 milhões de euros.

“Em 2019, o plano de investimento do grupo (excluindo os direitos de utilização adquiridos de acordo com a IFRS16) cifrou-se em 678 milhões de euros, dos quais 32% foram alocados à expansão e o restante a projetos de remodelação e manutenção das operações de lojas e armazéns”, refere a Jerónimo Martins no comunicado enviado à CMVM.

“Na área agroalimentar, em Portugal, investiu-se cerca de sete milhões de euros na expansão da capacidade de uma das unidades da área agropecuária e em trabalhos de melhoria da exploração que abastece a fábrica de laticínios”, diz ainda a companhia.

O Pingo Doce recebeu 143 milhões de euros de investimento na abertura de nove novas lojas, quatro das quais no conceito de conveniência Pingo Doce & Go, e continuou a implementação do programa de remodelações, que incluiu 44 unidades, das quais 30 foram objeto de remodelação profunda. O Recheio investiu 25 milhões de euros, nomeadamente na remodelação da loja em Aveiro.

Em 2019, a cadeia de supermercados polaca Biedronka executou um plano de investimentos no valor de 388 milhões de euros e que permitiu abrir 128 novas lojas, 33 das quais num formato de menor dimensão. A insígnia da Polónia remodelou ainda 252 lojas, terminando o ano com uma rede de 3002 unidades. Já a Hebe, insígnia polaca dedicada à saúde e bem-estar, acrescentou 43 novas localizações líquidas à rede, atingindo no final do ano 273 lojas.

Na Colômbia, onde a empresa detém a Ara, foram investidos 98 milhões de euros na abertura de 85 novas lojas e na finalização de dois centros de distribuição.