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Vendas da Jerónimo Martins aproximam-se dos 14 mil milhões de euros

Vendas da Jerónimo Martins aproximam-se dos 14 mil milhões de euros

Nos primeiros nove meses do ano 2019, as vendas consolidadas do grupo Jerónimo Martins totalizaram 13,7 mil milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 6,7% face ao mesmo período do ano passado.

Em termos de EBITDA, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos registou um aumentou ao mesmo ritmo para os 757 milhões de euros, com o resultado líquido a cifrar-se nos 302 milhões de euros, mais 3,5% do que nos primeiros nove meses de 2018.

No comunicado que informa os resultados, a JM refere que “o desempenho de vendas nos três países e a preservação da eficiência dos negócios permitiram a subida dos principais indicadores, o fortalecimento das quotas de mercado de todas as insígnias e o reforço da competitividade das suas propostas de valor”.

Até ao final de setembro do presente ano, o grupo investiu 405 milhões de euros, canalizando 55% deste valor para a “joaninha” na Polónia, com a expansão da Ara, na Colômbia, a absorver cerca de 14% do total.

Pedro Soares dos Santos, presidente e administrador-delegado do grupo Jerónimo Martins, refere que “o acumulado dos três trimestres evidencia a notável capacidade das insígnias do grupo crescerem consistentemente acima dos mercados onde operam. A centralidade conferida aos nossos consumidores e a prioridade dada às vendas, sem descurar a eficiência dos modelos de negócio, são os denominadores comuns e os motores do desempenho das nossas companhias”.

Vendas da Jerónimo Martins aproximam-se dos 14 mil milhões de euros

Por país e insígnia, o destaque vai, clara e naturalmente, para a Polónia, onde as vendas da companhia ascenderam a 9,2 mil milhões de euros (contando 68% para as vendas totais do grupo), com a Biedronka a continuar a reforçar quota de mercado O crescimento Like for Like (LfL) foi de 5,1%, já refletindo o impacto de menos 10 dias de vendas, face ao ano anterior, em consequência da regulamentação que impede a abertura das lojas na maior parte dos domingos.

Prosseguindo o seu plano de expansão e de melhoria da experiência de compra, neste período, a Biedronka inaugurou 46 lojas (somando 32 novas localizações ao seu parque de lojas) e remodelou 152, terminando o período com 2.932 pontos de venda.

Em Portugal, nos primeiros nove meses do ano, as vendas do Pingo Doce aumentaram 2,9% face ao mesmo período do ano anterior para os 2,9 mil milhões de euros (LfL de 2,4% excluindo combustível), impulsionados por uma intensa atividade comercial, apesar do contexto de deflação sentido no terceiro trimestre. Até ao final de setembro, o Pingo Doce inaugurou cinco lojas e realizou 30 remodelações, terminando o terceiro trimestre com 437 lojas.

Quanto à operação grossista do Recheio, as vendas cifraram se em 757 milhões de euros, representando um crescimento de 2,5%, face ao mesmo período do ano anterior, traduzindo o bom desempenho da companhia, em particular no canal HoReCa e no projeto de Retalho Tradicional Amanhecer.

Finalmente, na Colômbia, as vendas da Ara atingiram os 560 milhões de euros, o que representa um crescimento face ao ano anterior de 34,8% em moeda local e de 27,6% em euros. Entre janeiro e setembro, a Ara inaugurou 46 novas lojas, chegando ao final de setembro com 578 localizações.

Quanto ao resto do ano 2019, o grupo informa que “o guidance estabelecido mantém se válido, com a ressalva de um ajuste introduzido no plano de investimento”.

O comunicado dos resultados termina com a indicação de que “o desempenho dos últimos trimestres confirma o acerto da estratégia que estamos a seguir e, de forma a garantir total foco na validação do potencial de vendas das lojas, reviu se o calendário das aberturas, que, este ano, deverão cifrar se em cerca de 110 novas localizações”, concluindo que “o capex para o ano de 2019 estima se agora em cerca de 650 milhões de euros, uma redução dos 700-750 milhões de euros anteriormente previstos”.