A IKEA iniciou, em colaboração com a Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), a Universidade Rey Juan Carlos (URJC) e o Ciberobn do Instituto de Salud Carlos III, um projeto de investigação destinado a analisar as emoções e comportamentos dos consumidores em casa, em especial na cozinha, durante as refeições e nos momentos de convívio à mesa.
A iniciativa, de carácter interdisciplinar, pretende compreender de que forma fatores sociais, alimentares e ambientais influenciam o comportamento humano e a saúde, abordando variáveis como o tipo de alimentos consumidos, a companhia e o uso de ecrãs durante as refeições.
Os resultados estão previstos para o primeiro trimestre de 2026 e, segundo a responsável de estudos da IKEA, Berta Madera, o objetivo passa por “convidar à reflexão e à mobilização, mas sempre com rigor; juntarmo-nos a especialistas desta dimensão é fundamental para obter dados úteis que nos ajudem a destacar uma situação atual e dar passos no sentido da solução”.
O projeto integra dois estudos complementares. O primeiro recorrerá a tecnologia biométrica e inteligência artificial (IA) para analisar a resposta cerebral em diferentes contextos de preparação e consumo alimentar. O segundo focar-se-á nos padrões alimentares e no uso de ecrãs durante as refeições.
Em paralelo, o Ciberobn conduzirá entrevistas e inquéritos para estudar padrões alimentares. Fernández-Aranda, investigador do Ciberobn, explicou que serão analisados “os alimentos consumidos, a sua preparação, os tempos, o ambiente, os rituais sociais e o impacto do uso de ecrãs nestas práticas”. Segundo o investigador, este foco pode abrir novas linhas de estudo nas áreas da saúde cerebral, saúde mental e estilos de vida.
A IKEA sublinhou que compreender o comportamento dentro das casas é essencial para a empresa, combinando a investigação interna com colaborações externas. Na sua ótica, esta parceria “permitirá trazer rigor científico ao estudo da vida quotidiana num campo até agora pouco explorado: a intersecção entre alimentação, experiência social e resposta cerebral”.

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