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Supply Chain

Relatório aponta falhas na verificação das cadeias de abastecimento de algodão

Relatório aponta falhas na verificação das cadeias de abastecimento de algodão iStock

Nove em cada dez marcas analisadas apresentaram exposição a algodão proibido em 2025, apesar do investimento em programas de rastreabilidade das cadeias de abastecimento.

A conclusão consta do primeiro Global Supply Chain Intelligence Report 2026, da Oritain, empresa especializada na verificação de cadeias de abastecimento globais, que aponta uma diferença crescente entre a informação documentada pelas empresas e aquilo que pode ser comprovado através de testes forenses.

 

Segundo o relatório, 90% das marcas avaliadas mostraram exposição a este tipo de algodão, acima dos 64% registados no ano anterior.

De acordo com o estudo, cerca de 94% das empresas do Reino Unido e 87% das empresas dos Estados Unidos da América (EUA) inquiridas já monitorizam as suas cadeias de abastecimento de algodão. Ainda assim, a Oritain considera que a documentação, por si só, deixou de ser suficiente para garantir conformidade regulatória ou reforçar a confiança dos consumidores.

 

A análise resulta de um programa plurianual de amostragem, com cerca de 1.000 peças de vestuário avaliadas anualmente em 40 marcas. Segundo a empresa, a exposição a algodão proibido por legislação regressou a níveis anteriores a 2021, depois de vários anos de melhoria.

“O dado conta uma história clara: o risco não está a desaparecer, está a ressurgir”, afirma Alyn Franklin, CEO da Oritain. E continua: À medida que as marcas mudam as suas regiões de produção, estão a perceber que o risco ligado à origem das matérias-primas continua presente e está a surgir noutros centros de fabrico relevantes”.

 

O relatório defende que os modelos de garantia baseados em documentação e auditorias periódicas estão a tornar-se insuficientes num contexto de maior fiscalização. A Oritain refere que as marcas enfrentam riscos operacionais crescentes, incluindo atrasos nas fronteiras, penalizações financeiras e perturbações no abastecimento.

Segundo o estudo, 80% das marcas britânicas inquiridas reportaram impactos materiais associados a problemas de abastecimento.

 

A investigação aponta também para maior exigência por parte dos consumidores. De acordo com os dados citados no relatório, 60% dos compradores evitam ativamente produtos associados a origens em que não confiam, enquanto apenas 3% confiam exclusivamente em alegações de marketing.

 

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