Embora a revolução digital impulsione as compras online em muitos países da Europa, para milhões de outros consumidores o receio em relação à segurança online é a barreira que os impede de aderir totalmente à experiencia de comprar online.
Segundo o estudo, os consumidores indicaram que o principal motivo pelo qual não faziam compras online, era devido à segurança, mais importante do que os custos ou a facilidade de entrega dos artigos ou até a falta de cartão de crédito.
Carlos Récio, Diretor de Agência de Retail da CBRE Portugal comenta: “o nosso estudo revela que o comércio tradicional e o comércio online não são adversários, mas antes aliados. Os clientes procuram preços e disponibilidade online antes de comprarem, o que pode ocorrer através de qualquer dos canais. Os retalhistas usam o comércio online para testar novos mercados e direcionar os potenciais clientes para as suas lojas. Por toda a Europa, os consumidores sentem-se confortáveis com uma combinação do melhor de cada um dos mundos, a velocidade e a conveniência de uma compra online com a mais satisfatória experiência social de uma ida à loja”.
O relatório da CBRE mostra ainda que enquanto as mulheres impulsionam o comércio nas lojas físicas, os homens compram online com o dobro da frequência das mulheres. São os consumidores da Europa ocidental que mais compram online, e os russos os que compram menos. O estudo mostra ainda que as redes sociais têm pouco impacto no processo de decisão quando se compra na internet, enquanto as compras por telemóvel ainda não arrancaram.

