Retalho

Retalho foi o setor que menos constituições de empresas registou em 2018

Os próximos passos do setor do retalho estarão em debate no Porto

O retalho foi dos setores que menos constituições de empresas registou no ano de 2018, em Portugal, ao mesmo tempo que foi o que menos insolvência assinalou no ano passado, segundo informação da Iberinform, filial da Crédito y Caución.

De acordo com os dados, o comércio a retalho aumentou em 4,4% a constituição de empresas face ao ano de 2017, representando cerca de 8% no acumulado por setor, liderado pela construção e obras.

No campo das insolvências, o comércio a retalho viu as mesmas decrescerem 17,4% face a 2017.

Já o comércio por grosso, embora registe um aumento de 7,6% na constituição de empresas face ao ano de 2017, no que toca às insolvências, este setor registou um aumento de 4,3% quando comparado 2018 com 2017.

De um modo geral, a constituição de novas empresas, em 2018, teve um crescimento de 12,2%, atingindo um total de 45.386 novas empresas, mais 4.921 que em 2017. Os processos de insolvência, por sua vez, registaram uma redução de 6,3%, com um total de 5.888 empresas insolventes, menos 396 que em 2017.

Os números da Iberinform indicam que Lisboa e Porto foram os distritos com os valores de insolvência mais elevados, 1.555 e 1.400, respetivamente. Face a 2017, verificou-se uma diminuição de 7,6% em Lisboa e um aumento de 5,3% no Porto.

Os maiores aumentos nas insolvências por distrito verificaram-se em Angra do Heroísmo (mais 90% que em 2017), Horta (60%), Guarda (37,3%), Castelo Branco (20%) e Faro (14,1%). No computo do ano, são oito os distritos com aumentos de insolvências, representando 36,4% dos distritos nacionais e 10% do número total de insolvências no ano transato. Os distritos que mais viram cair as insolvências em 2018 foram: Portalegre (27,8%), Madeira (25,7%), Setúbal (25,4%), Évora (24,4%), Viseu (24,2%) e Leiria (23,8%).

Retalho foi o setor que menos constituições de empresas registou em 2018

Por setores, no ano passado, a Iberinform revela que os maiores decréscimos registaram-se nas atividades de Telecomunicações (redução de 44,4% face a 2017), Hotelaria e Restauração (13,9%), Transportes (9,1%), Construções e Obras Públicas (8,7%) e Comércio de Veículos (8,3%). O número de empresas insolventes cresceu em três áreas de atividade: Indústria Extrativa (aumento de 42,9%), Eletricidade, Gás, Água (4,5%) e no já referido Comércio por Grosso (4,3%).

As constituições de empresas, por sua vez, aumentaram 12,2%, em 2018, valor que supera o crescimento de cerca de 9% registado em 2017. O ano de 2016 terminou com um total de 37.083 novas empresas constituídas face às 45.386 registadas até 31 de dezembro de 2018.

O número mais significativo de constituições verificou-se em Lisboa, com 15.829 novas empresas (aumento de 15,6%), seguido pelo distrito do Porto com 8.179 empresas (aumento de 15,1%). Com valores substancialmente mais baixos surgem os distritos de Setúbal, que totalizou 3.391 novas empresas e um crescimento de 23,4%, Braga (3.274 constituições e um acréscimo de 10,5%) e Faro com 2.492 empresas (mais 10,5% que em 2017).

Apenas seis distritos apresentaram uma diminuição no número de novas empresas constituídas em 2018. A Horta teve uma diminuição de 16,2%, Bragança diminuiu 10,8% e Portalegre diminuiu 5,8% face a 2017.

Neste capítulo, os setores de atividade que manifestaram uma maior variação positiva foram os Transportes (aumento de 71,9%), a Indústria Extrativa (42,9%), a Eletricidade, Gás, Água (21,7%), a Construções e Obras Públicas (21,4%) e o Comércio de Veículos (14,9%). A Agricultura Caça e Pesca foi o único setor que piorou o seu desempenho, com uma redução de 16,1% face a 2017.