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Consumo

Recessão económica e desemprego como principais consequências da pandemia

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Para os portugueses, além do impacto na saúde, a principal consequência da pandemia é neste momento a recessão económica (36%) e o aumento do desemprego (25%), com 62% dos portugueses a afirmarem que a pandemia já teve algum impacto negativo no rendimento ou no seu emprego. Somente 8% dos portugueses considera que a pandemia não vai mudar nada as nossas vidas.

Como é que se espera que a pandemia afete o rendimento e emprego dos portugueses e quais são as perspetivas de consumo até ao final do ano de 2020? Como são as novas formas de comprar? Estas novas formas de comprar vieram para ficar? Estas foram algumas das perguntas colocadas no estudo da Boutique Research “Covid 19: What’s Next? – Vaga 2”.

No atual contexto, as necessidades e hábitos mudaram, com os portugueses a deixarem de estar tão preocupados com o ambiente e a adotar novos comportamentos de compra em supermercados, a ter uma alimentação mais saudável e adiar as compras de grande valor, como por exemplo de novos automóveis.

“Apesar de já termos iniciado aquilo que se pode chamar uma vida semi-normal (novo normal), com uma volta aos espaços públicos e ao convívio, existe ainda medo e uma certa desconfiança”, refere Sofia Abecasis, sócia fundadora da empresa Boutique Research.

A responsável pelo estudo salienta ainda que “há uma monitorização maior dos gastos, mais atenção aos preços”, admitindo que “todos os nossos comportamentos acabam por ser mais controlados“. Ou seja, “não há grandes dúvidas que a pandemia covid-19 veio alterar as nossas vidas de forma significativa”, conclui Sofia Abecassis.

Quanto ao dia-a-dia dos portugueses, 78% ainda evita ir acompanhado ou levar a família a algum sítio. Os espaços com maior taxa de recuperação de visitas (costumava ir e já foi desde o início da pandemia) são os espaços ao ar livre, o comércio tradicional, restaurantes/cafés e centros comerciais. Por outro lado, a maioria (mais de 60% dos portugueses) ainda não foi a Hotéis, Cinema e Teatro e viajar de avião.

Certo é que os dados apontam para que, consequência de algum receio de frequentar locais públicos e de novos hábitos adquiridos no confinamento, até ao final do ano, 39% dos portugueses irá tomar café em casa mais do que antes da pandemia.

Também o número de refeições em casa aumentou e fez com que 32% dos portugueses considerassem que a sua alimentação se tornou mais saudável durante a pandemia, incluindo mais fruta/legumes/vegetais nas suas refeições.