A Jerónimo Martins viu o seu resultado líquido atingir os 356 milhões de euros durante o primeiro semestre de 2023, um valor superior em 36,3% ao registado no mesmo período do ano passado.
Apesar desses valores, a margem do EBITDA desceu de 7,2% para 6,9%, embora o valor de EBITDA tenha crescido 18,1% para os mil milhões de euros. Tal resultou do investimento em preço e da inflação nos custos. A nível de vendas, estas cresceram 22,1% para os 14,5 mil milhões de euros.
Segundo explicado em comunicado, a empresa teve como foco o crescimento das vendas e o reforço da competitividade. Nesse último aspeto, a Jerónimo Martins considera que os investimentos na competitividade “foram críticos na mitigação dos efeitos de trading-down, na proteção dos volumes, e na redução da inflação alimentar nos países onde operam”.
“Os bons resultados deste primeiro semestre refletem a determinação e competência colocadas por todas as nossas Companhias em executar, com disciplina, a estratégia definida e em reforçar a liderança de preço e as suas posições competitivas nos respetivos mercados”, declara o presidente e administrador-delegado, Pedro Soares dos Santos.
Para o resto do ano, o grupo considera “ainda difícil antecipar o ritmo e profundidade que a redução da inflação assumirá na segunda metade do ano”.
Resultados por insígnia:
- Biendronka – Polónia
- A inflação alimentar cifrou-se em 20,8%;
- As vendas em moeda local cresceram 24,0%, com um LFL (like-for-like) de 20,5%;
- Em euros, as vendas atingiram 10,3 mil milhões, 24,5% acima do período homólogo;
- O EBITDA aumentou 21% (20,5% em moeda local);
- A margem EBITDA reduziu 24 p.b. para 8,5%;
- A Biedronka abriu 50 lojas nos primeiros seis meses do ano (37 adições líquidas) e remodelou 164 localizações.
- Hebe – Polónia
- Vendas cresceram, em moeda local, 27,5%, com o LFL a fixar-se em 17,9%;
- Em euros, as vendas foram de 208 milhões, 27,9% acima do período homólogo;
- O EBITDA aumentou 37,5% (+37,0% em moeda local), com a respetiva margem a atingir 6,8% (6,3% no 1º semestre de 2022);
- A Hebe abriu 12 lojas durante o período (oito adições líquidas) e encerrou o semestre com um total de 323 lojas.
- Pingo Doce – Portugal
- A inflação alimentar situou-se em média nos 15,6%;
- As vendas cresceram 8,6%, com um LFL de 8,2% (excluindo combustível), atingindo os 2,3 mil milhões de euros;
- O EBITDA aumentou 7,6%, atingindo 129 milhões de euros, com a respetiva margem a fixar-se nos 5,7% (5,8% no 1º semestre de 2022). O bom desempenho de vendas permitiu diluir o aumento dos custos;
- Durante os seis meses, o Pingo Doce abriu seis novas lojas, encerrou uma e remodelou 20 localizações, sendo que seis lojas permaneciam fechadas no final do período, em processo de remodelação.
- Recheio – Portugal
- As vendas atingiram 632 milhões de euros, um aumento de 23,2% face ao período homólogo, com um LFL de 21,2%;
- O EBITDA foi de 32 milhões de euros, 35,4% acima do 1º semestre de 2022, com a respetiva margem a recuperar para os níveis anteriores à pandemia, fixando-se nos 5,1%.
- Ara – Colômbia
- A inflação alimentar foi de 19,9%, situando-se pela primeira vez em 14 meses abaixo dos 20%;
- As vendas atingiram 1,1 mil milhões de euros, 31,6% acima do 1º semestre de 2022. Em moeda local, as vendas cresceram 52,4%, com um LFL de 18,1%;
- A margem EBITDA cifrou-se em 1,7% (3,1% no 1º semestre de 2022), afetada pela decisão de concentrar o esforço de investimento em preço numa campanha massiva e de grande impacto realizada no segundo trimestre, assim como pelo efeito do trading-down sobre o mix de margem e pela circunstância de mais de um quarto do parque de lojas ter menos de 12 meses;
- O EBITDA recuou de 26 milhões de euros para 18 milhões de euros;
- A insígnia abriu 110 novas lojas e encerrou duas, terminando junho com 1 201 localizações.

