Retalho

APCC: “Não faz sentido o país voltar a um debate que a sociedade já ultrapassou”

APCC: “Não faz sentido o país voltar a um debate que a sociedade já ultrapassou”

Em nota enviada às redações, a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), esclarece, no âmbito das mais recentes declarações do bispo do Porto, D. Manuel Linda, durante a missa de Páscoa, realizada no passado domingo, na Sé da diocese, que a abertura dos Centros Comerciais aos domingos foi uma “decisão incontestada, compatível com a vida moderna, e com as reais necessidades dos consumidores”.

Recorde-se que D. Manuel Linda, defendeu o fim do trabalho ao domingo em defesa da vida familiar, salientando que a abertura dos supermercados e centros comerciais aos domingos são “expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico. Os países mais ricos não abrem supermercados ao domingo”, acrescentou.

No entender da APCC, cujo comunicado é assinado pelo respetivo presidente, António Sampaio de Mattos, “não faz sentido o país voltar a um debate que a sociedade já ultrapassou”, admitindo que as declarações do bispo do Porto foram feitas “certamente com boas intenções, mas desfasadas da realidade”.

A APCC “respeita naturalmente a opinião, mas não pode deixar de manifestar total desacordo”, refere no comunicado, acrescentando que “a liberalização dos horários do comércio foi uma conquista do Portugal democrático, que consideramos da maior importância para que as populações tenham livre acesso a todas as ofertas de retalho, lazer e serviços, sempre e quando entenderem, não estando condicionadas por horários semanais ou diários”.

O comunicado termina com a APCC a sublinhar que “o contributo para o crescimento da empregabilidade direta e indireta, como consequência de maior amplitude dos horários de abertura ao público”, concluindo que “a flexibilidade dos horários adaptou-se na perfeição à vida dos portugueses e hoje vivemos nesta realidade”.