A Amazon afirma ter ultrapassado os 150 mil milhões de dólares em vendas brutas no negócio alimentar nos Estados Unidos em 2025, um desempenho que, segundo a empresa, a posiciona como o segundo maior retalhista alimentar do mercado norte-americano. A indicação foi deixada por Andy Jassy na carta anual aos acionistas.
Na mensagem, o CEO da Amazon enquadra a alimentação como uma das áreas em que o grupo seguiu várias frentes em paralelo para encontrar um modelo economicamente viável para clientes e para a própria empresa. Depois da aquisição da Whole Foods Market em 2017, a empresa avançou com lojas Amazon Fresh, subscrições de mercearia para membros Prime e formatos de loja dentro de loja. Jassy reconhece que “nem todas estas experiências resultaram”, mas acrescenta que todas permitiram retirar aprendizagens relevantes.
Segundo a Amazon, o negócio de mercearia não perecível mantém um ritmo de crescimento elevado, enquanto a Whole Foods Market continua a acelerar. A cadeia soma mais de 550 lojas e tem mais 100 previstas para os próximos anos. A empresa destaca ainda o formato de proximidade Daily Shop, orientado para missões de compra rápidas e frequentes em bairros urbanos.
Outro dos vetores apontados pela empresa é a integração de produtos perecíveis na rede de entregas no próprio dia. De acordo com Jassy, desde a introdução desta oferta no início de 2025, as vendas de perecíveis cresceram mais de 40 vezes e estes artigos representam agora nove dos dez produtos mais encomendados para entrega no próprio dia nas zonas onde o serviço está disponível. A Amazon refere ainda que já disponibiliza entrega no próprio dia de alimentos frescos em mais de 2.300 localidades nos Estados Unidos.
A carta aos acionistas insere esta evolução numa estratégia mais ampla de aceleração logística. A empresa diz ter construído mais de 85 centros Same Day Fulfillment nos Estados Unidos, com capacidade para os 90 mil SKU mais procurados, e afirma ter entregado mais de 500 milhões de unidades no próprio dia em 2026 até agora. Em paralelo, está a expandir o serviço Amazon Now, de entrega ultrarrápida, nos Estados Unidos e na Europa, depois do arranque na Índia e nos Emirados Árabes Unidos.
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