A Renova obteve a aprovação das suas metas de curto prazo para redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) pela Science Based Targets initiative (SBTi), confirmando assim o alinhamento dos objetivos da empresa com critérios científicos reconhecidos internacionalmente.
De acordo com o comunicado de imprensa, até 2035, tendo 2023 como ano de referência, a empresa compromete-se a reduzir em 63% as emissões absolutas dos âmbitos 1 e 2, que correspondem às emissões diretas das suas operações e ao consumo de energia elétrica adquirida.
A Renova assumiu também o objetivo de reduzir em 37,5% as emissões absolutas do âmbito 3, associadas à cadeia de valor, também até 2035 e face a 2023.
O compromisso abrange ainda os fornecedores. A empresa pretende assegurar que os fornecedores responsáveis por 25% das emissões do âmbito 3, na categoria de aquisição de bens e serviços, definam metas de redução de emissões baseadas na ciência até 2030.
A aprovação da SBTi representa um reconhecimento externo do percurso de descarbonização da Renova, assente em metas mensuráveis, calendarizadas e baseadas na ciência.
Uma das etapas deste plano é o projeto Descarbonizar@Renova, inaugurado a 29 de junho. A intervenção, no valor de 11 milhões de euros, permite reduzir em mais de metade as emissões de CO₂ dos âmbitos 1 e 2 da Fábrica 2, face aos níveis de 2020.
O projeto substitui o gás natural por biomassa na produção da energia térmica necessária ao fabrico de papel tissue.
Nos últimos anos, a Renova investiu cerca de 152 milhões de euros na modernização das suas unidades industriais, no reforço da capacidade produtiva, na eficiência energética, na digitalização, na logística, na qualidade ambiental e na inovação de processos e produtos.
Segundo a empresa, estes investimentos integram uma estratégia de transformação da base industrial, com o objetivo de criar produtos mais ecológicos, produzidos de forma mais eficiente e com menor impacto ambiental.

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