Mais de um terço dos portugueses com perfis em redes sociais fazem compras diretamente através destas plataformas, mas mostram-se mais cautelosos antes de comprarem online. As conclusões são da Consumers Trust, com base numa avaliação do Portal da Queixa.
Na última década, o universo de compradores através de redes sociais quase duplicou em Portugal, aumentando dos 14,7% registados em 2013 para os 22,7% deste ano, de acordo com os dados da ACEPI. Mas antes de comprarem online, os portugueses estão mais cautelosos. O estudo da Consumers Trust “Opinião dos Consumidores sobre a rede social Portal da Queixa” revela que 75% tem por hábito ler experiências de outros consumidores e 84% admite ser influenciado por opiniões online na decisão de compra.
À questão se já reclamaram via Portal da Queixa, 72,7% afirma que sim e destes, 61,7% diz que o problema foi resolvido.
O feedback de outros consumidores, relativamente a experiências negativas que não tenham sido resolvidas, mostrou-se preponderante − 75,5% dos inquiridos referem ter desistido da compra nestes casos.
Questionados sobre o nível de satisfação por terem conseguido resolver uma reclamação, 47,1% atribuiu a classificação 10 (numa escala de 1 a 10). Sobre a razão que contribuiu para a não resolução do problema reportado, 46,6% indicou que foi por causa da marca não responder e 31,5% justificou que a marca respondeu, mas não apresentou uma solução válida.
O estudo da Consumers Trust “Opinião dos Consumidores sobre a rede social Portal da Queixa” foi realizado através de um inquérito online, entre os dias 6 e 26 de junho, e contou com um universo de 2.054 inquiridos entre as faixas etárias dos 18 anos e mais de 65 anos.

