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Plataforma

Blockchain apontado aos fundos de investimento

Chain

Trata-se de uma nova plataforma totalmente desenvolvida pelo recurso à tecnologia blockchain e criada com o intuito de facilitar todo o processo associado à distribuição de fundos de investimento.

Trabalhada a partir de uma ideia da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), em parceria com o Instituto Superior Técnico (IST), a supervisão da CMVM e com o suporte da Deloitte, a plataforma vai permitir “reduzir a necessidade de intervenção das entidades intermediárias”, conforme fez questão de sublinhar José Veiga Sarmento, presidente da Associação.

 

O mesmo responsável chamou ainda a atenção para o facto de estarmos perante uma aposta “disruptiva face aos processos vigentes”. Na realidade, a plataforma explora o potencial do blockchain, no atual contexto regulamentar, tornando-se passível de implementação mediante ajustamentos já identificados “e credível para início de operação no mercado”.

A plataforma vai ainda facilitar consideravelmente “todo o processo de recolha de informação para reporte ao regulador”, libertando “os operadores de algo moroso” e, ao mesmo tempo, assegurando “um processo mais transparente e transmitindo maior rigor”, disse ainda José Veiga Sarmento.

 

Do lado do cliente, as vantagens acabam também por se tornar “óbvias”. Numa sociedade financeira “organizada por silos, em que cada instituição comercializa apenas os seus próprios produtos”, o presidente da APFIPP recorda que, com a plataforma, a oferta passa a estar transversalmente disponível na plataforma “e cada cliente consegue facilmente aceder ao que lhe interessa negociar”.

Este responsável lembra que, “apesar dos avanços na tecnologia nas ultimas décadas” a verdade é que “a operacionalização dos processos relativos à distribuição de fundos” se manteve praticamente inalterada.

 

Com esta plataforma, Portugal “está a colocar-se entre os dois a três primeiros em todo o mundo no que diz respeito a esta área”, sublinha José Veiga Sarmento.

Além disso, este é um projeto “totalmente desenvolvido em Portugal”, assumindo-se como uma iniciativa inovadora ao nível da transformação tecnológica.

 

Para já, foi apenas realizada prova de conceito, devendo os próximos passos, nomeadamente ao nível de colocação da solução no mercado, serem dados muito em breve.