De acordo com aquela análise, a ascensão do “diretor de inovação” sugere que o impulso da inovação está a tornar-se uma prioridade para as empresas a nível global. Contudo, a maioria das empresas (58%) ainda não tem uma estratégia neste fator, encontrando-se na categoria de “antiquadas na inovação” (38%) e apenas 7% na categoria de “líderes na inovação”, sublinham as duas empresas num comunicado conjunto.
O estudo revela ainda que a estratégia de inovação continua a ser, na sua maioria, impulsionada de cima para baixo. Apenas 11% dos inquiridos envolvem explicitamente os colaboradores no processo de desenvolvimento desta estratégia. Pelo contrário, a maioria dos inquiridos (30%) indicou que a inovação é impulsionada através de uma combinação de gestão sénior, de chefes de unidades de negócio e de especialistas internos, sendo o CEO considerado a fonte mais importante desta cultura (69%). Isto destaca a necessidade de desenvolver uma estratégia de uma forma mais ascendente, centrada nas pessoas como fonte fundamental de vantagem competitiva. O objetivo desta mudança é garantir que todas as visões são tidas em consideração.
“O estudo revela uma ausência preocupante de envolvimento dos colaboradores não-séniores no processo de inovação na maioria das empresas”, afirmou Paddy Miller, professor de Managing People in Organizations, IESE Business School. “Porém, é vital captar todas essas visões individuais, tanto de gestores como de colaboradores, de forma a incorporar um melhor entendimento do ambiente externo no desenvolvimento de qualquer estratégia de inovação”.

