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E-Commerce

Supermercados britânicos perdem 300 milhões por ano por causa do e-commerce

Sabe quanto gastam os portugueses em compras online?

Os supermercados do Reino Unido estão a perder cerca de 300 milhões de libras todos os anos devido ao e-commerce. De acordo com a Retail Week, a maioria dos supermercados britânicos ainda não consegue garantir a sustentabilidade do seu negócio online.

Segundo o estudo da publicação e do consultor Kurt Salmon, o custo total para dar resposta a uma encomenda online com um custo médio de 100 libras e cujos produtos são recolhidos em loja é entre 28 libras e 30 libras, considerando custos como distribuição, salários, marketing, combustível e leasing do automóvel utilizado na entrega.

“Os dados revelam que os supermercados estão a ganhar em média uma margem bruta de 25 libras por cada encomenda de 100 libras, o que significa que cada entrega em casa do cliente lhes está a custar entre 3 a 5 libras”, indica a Retail Week.

Segundo Kurt Salmon, os custos operacionais que implicam recolher os produtos em loja, renovar os stocks de produtos nos lineares e pagar aos funcionários que fazem essa seleção estão a ser “escondidos” debaixo dos custos operacionais das lojas. “O primeiro passo no caminho da rentabilidade deve ser baseado num modelo financeiro robusto, com transparência em relação a todos os custos”, defende o consultor.

Este estudo surge depois de Robbie Feather, o responsável pelo e-commerce da Sainsbury’s, ter defendido que as cadeias de distribuição “destruíram o valor das compras online” em supermercados ao subvalorizarem aquilo que cobram pelas entregas em casa dos clientes.

Dan Murphy, também consultor, explica à publicação que cobrar preços baixos pelas entregas de compras online fazia sentido quando o e-commerce era uma experiência. Mas “o comércio online já não é apenas uma experiência interessante, está aqui para ficar”, defende.

“Prevê-se que as vendas de supermercados online cresçam entre 9 mil milhões de libras e 18 mil milhões de libras nos próximos anos. O desafio é perceber como se pode alavancar o canal online para um crescimento sustentável a longo prazo e o facto é que muitos dos grandes retalhistas ainda estão a lutar com este desafio”, conclui.

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