Com um investimento total de 475 milhões de euros, o grupo fecha o ano com um volume de negócios idêntico a 2010 (menos um por cento), passando para 5,7 mil milhões de euros.
Mesmo assim Ângelo Paupério considera que 2011 foi um ano positivo para o grupo, “quer na evolução da rentabilidade, quer no crescimento da quota de mercado”.
Contudo o resultado líquido foi significativamente penalizado, com uma descida de 8%, para 671 milhões de euros, o que se deve ao “forte aumento das taxas de juro exigidas pelos bancos portugueses, por um menor volume de vendas de ativos imobiliários e por um montante expressivo de impactos não recorrentes e não monetários”, como explicou o presidente da Sonae, Paulo Azevedo.
O CEO ressalvou ainda que no futuro “a internacionalização continua a ser a principal prioridade”, com uma forte aposta em novos mercados, como a Turquia, Egito, Marrocos, Croácia e Cazaquistão.
De salientar ainda que mesmo em ano de crise, o grupo conseguiu diminuir a divida e diversificar as formas de financiamento.
“O ano de 2011 ficou indelevelmente marcado pela importante contração do consumo privado nos mercados Ibéricos e pelas dificuldades do sistema bancário em Portugal. Face a este contexto, fomos obrigados a focar mais a nossa atenção na proteção da rentabilidade e na redução do endividamento, em parte, em detrimento do crescimento internacional dos nossos negócios”, esclareceu Paulo Azevedo.

