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Retalho francês ‘responde’ a protestos com cortes nas importações

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Durante os últimos meses muito se tem noticiado as sucessivas greves de agricultores em França. Protestam, sobretudo, novos acordos europeus que, no seu entender, abrirão portas a entrada de mais produtos do Mercosul nas prateleiras do retalho alimentar do Velho Continete. Contra esta decisão, os agricultores têm pedido garantias e medidas para que as mesmas regras aplicadas na Europa, em termos de produção, sejam aplicadas aos produtos importados, mantendo em igualdade os produtores.

Agora, segundo a imprensa internacional, e antes de qualquer acordo político alcançado para ‘parar’ a fúria dos agricultores, o retalho fez algumas promessas, nomeadamente a diminuição das compras a países do Mercosul.

 

Por exemplo, o CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, garantiu que o grupo retalhista francês decidiu parar de vender carne do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em carta publicada nas redes sociais, Bompard destacou que a decisão, que entra em vigor imediatamente, é solidária com o mundo agrícola.

Ele destacou que o Carrefour está comprometido em não vender nenhuma carne de países do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer. A carta é endereçada a Arnaud Rousseau, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores Agrícolas (FNSEA).

 

Também o grupo francês Les Mousquetaires (Os Mosqueteiros) afirmou que não venderá carne bovina, suína e de aves de países da América do Sul nas lojas Intermarché e Netto. A cadeia foi ainda mais longe afirmando também a possibilidade de eventualmente eliminar a carne de países do Mercosul nos seus pratos processados ​​de marca própria.

Para ‘resolver o problema’, os Mosqueteiros estão agora a trabalhar no estabelecimento de uma nova cadeia de abastecimento, que permita suprir as compras que já não fará no Mercosul.

 

Adicionalmente, o grupo estará também a pedir aos fabricantes de marcas nacionais que ofereçam o mesmo nível de suporte ao mundo agrícola, mudando a origem do seu abastecimento e demonstrando maior transparência sobre a origem das matérias-primas.

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