Os principais grupos de retalhos portugueses têm de se internacionalizar para manter os actuais níveis de crescimento, uma vez que o crescimento está limitado em território nacional. Esta é a conclusão a que chegou a consultora A.T.Keaney através de uma análise do Desenvolvimento do Retalho (GRDI).
A A. T. Kearney classificou os principais países emergentes, tendo por base os riscos económicos e políticos, o atractivo do mercado, o seu nível de saturação e o nível de crescimento da superficie comercial de cada país, com o objectivo de estabelecer quais os países prioritários para se introduzirem. Na principal conclusão deste estudo, a consultora refere que à medida que as principais cidades de países como Índia, China e Rússia se aproximam da saturação no mercado de retalho, cada vez mais as empresas de distribuição do sector apostam em investir nestes mercados, implementando-se em cidades de menor dimensão (de segundo ou terceiro nível), nas quais, graças à influência da televisão, cinema e Internet, a sua população está preparada para o consumo de produtos ocidentais.
No índice de 2007, Índia e Rússia continuam a ocupar os dois primeiros lugares, tal como aconteceu nos três últimos anos. Por outro lado, a China subiu duas posições, ocupando agora o terceiro posto – superando o Vietname e a Ucrânia – graças ao crescimento contínuo do consumo e ao interesse que, cidades mais pequenas, despertaram entre as empresas do sector. No último ano, as cadeias de retalho cresceram entre 25 e 30% na Índia e cerca de 13% na China e Rússia.
Países do Médio Oriente e do norte de África possuem avanços significativos no índice deste ano promovidos, principalmente, pela grande expansão que o mercado de retalho tem sofrido, o crescimento do PIB e o alheamento dos consumidores para seguir o estilo de vida ocidental. Arábia Saudita, Tunisia, Turquia, Egipto, Marrocos e os Emirados Árabes Unidos estão entre os primeiros postos do índice.
Seis países da Europa Central e de Leste também se posicionaram entre os 20 primeiros lugares: Rússia, Ucrânia, Letónia, Bulgária, Eslovénia e Croácia. No entanto, para esta região, apesar de atractiva, estima-se que as oportunidades para hipermercados e lojas de conveniência se esgotem nos próximos dois anos. Não obstante, todavia, existem muitas oportunidades para as cadeias de bricolage, electrónica e téxtil. Também se espera que os centros comerciais dedicados à moda ou centros de usos misto, que estão a crescer na Europa de Leste, tenham êxito. Também à que ter em conta que o atractivo da Ásia não está limitado apenas à Índia e China. Países como o Vietname, Malásia e Tailândia também estão entre os 20 primeiros postos do índice.adwste.mobi/b

