A marca própria (MDD) consolidou, em 2024, a posição mais forte de sempre no retalho alimentar português. Segundo o INE, estes produtos já representam 47,0% das vendas, equivalente a 8,6 mil milhões de euros, acima dos 45,2% registados em 2023. É a maior quota em pelo menos 14 anos e coloca o setor a um passo de atingir metade das vendas totais.
O avanço é claro quando comparado com 2011, ano em que a marca própria detinha 31,5% das vendas (3,46 mil milhões de euros). Entre 2011 e 2024, o valor gerado por estes produtos mais do que duplicou (+148,3%), crescendo muito acima do aumento global do retalho alimentar (+67,7%).
Em 2024, as vendas em volume das marcas próprias aumentaram 8,9%, superando novamente o mercado total (+4,9%), ainda que a um ritmo inferior ao de 2023.
Os produtos alimentares, bebidas e tabaco mantiveram-se como o núcleo do negócio, representando 77,1% das vendas. As categorias com maior peso foram arroz, massas e cereais, carne e derivados, frutas e legumes.
O retalho não alimentar, a marca própria também mostrou dinamismo: cresceu 6,1%, atingindo 7,5 mil milhões de euros, suportado por 1.958 unidades (+48 face a 2023).
O INE sublinha que a ascensão contínua da marca própria reflete uma mudança profunda nos hábitos de compra. O consumidor português mostra maior abertura para produtos que combinam valor percebido, qualidade crescente e preços competitivos, fatores reforçados pelo contexto económico recente.
MDD já representa 40% do valor e 48% do volume das vendas de FMCG na Europa

