Segundo o website, o objetivo destas inovações e ideias disruptivas é, não só criar uma maior ‘ligação’ às marcas, mas também levar os consumidores a gastarem mais nos produtos, serviços ou experiências oferecidos, enquanto respondem às expectativas e comportamentos de consumo em constante mudança.
McDonald’s e Coca-Cola
A McDonald’s e a Coca-Cola foram duas das marcas que este ano já apostaram na inovação para ‘agarrar’ mais consumidores, através de uma aplicação para smartphones que encorajou a população das Filipinas a focar-se no mundo real e nos seus amigos e não nos telemóveis.
As marcas juntaram-se e lançaram a app “BFF Timeout”, uma aplicação móvel que recompensava os utilizadores por não utilizarem os seus telemóveis. Esse objetivo era depois traduzido em pontos que poderiam ser trocados por viagens ao Japão ou a Singapura.
Esurance
Em março deste ano, a Esurance também colocou no mercado uma aplicação que acelera o processo pós-acidente para os seus clientes, respondendo à crescente procura por apps.
Os clientes da seguradora podem agora falar através de um vídeo-chat com um dos agentes da empresa, logo após o acidente, e identificar os danos causados através da chamada em tempo real, dispensando, assim, uma inspeção posterior.
Cif
Mas as inovações criadas pelas marcas também têm querido contribuir para o progresso social, uma vez que os consumidores exigem cada vez mais que estas demonstrem ser socialmente responsáveis.
Nesse sentido, a marca de detergentes da Unilever Cif, lançou na Roménia a campanha “Roménia Limpa”, em que os consumidores podiam submeter uma fotografia de um graffiti com ofensas raciais através de uma aplicação e a marca enviava uma equipa de limpeza ao local para remover o graffiti.
Depois de limpar os locais, a marca ‘postou’ fotografias do antes e do depois, para assegurar a veracidade da campanha aos consumidores mais céticos.
FOX Portugal
Portugal também tem liderado a inovação em 2014 e tem sido falado em todo o mundo devido a uma campanha que quis colocar os portugueses a doar sangue. Para promover o lançamento da quarta temporada da série “The Walking Dead”, a FOX Portugal criou uma parceria com o IPST – Instituto Português do Sangue e da Transplantação que as levou a abrir uma pop-up store no Dolce Vita Tejo, onde as pessoas podiam doar sangue em troca de merchandising exclusivo da série.
No total, depois de dez dias em funcionamento, foram entregues na loja 434 comprovativos para troca por merchandising da série, o que se traduziu em 282 doações de sangue diretas na loja ‘Blood Store’.
De acordo com a FOX Portugal, “um dos números mais fascinantes desta iniciativa diz respeito a novos dadores: 188 pessoas (67% do total de dadores) dirigiram-se à ‘Blood Store’ ou a um dos centros de recolha do IPST para doar sangue pela primeira vez”, o que prova que também podem ser as marcas a fazer com que o comportamento dos consumidores mude, pedindo o seu contributo em ações de responsabilidade social.
CrowdComfort
O crowdsourcing é uma das tendências mundiais que mais rapidamente está a evoluir, e a CrowdComfort apanhou a ‘onda’.
A marca criou um termóstato que ajusta a temperatura interior dos edifícios de acordo com informação recolhida junto dos ocupantes e posteriormente agregada. Através de uma aplicação, os utilizadores e ocupantes do espaço avaliam o seu nível de conforto numa escala que varia entre um e dez e a marca analisa a informação, sugerindo uma temperatura adequada para cada piso.
Oju Africa
Em março de 2014, a empresa de aplicações móveis da Mauritânia, Oju Africa, lançou um conjunto de emojis africanos para utilizadores de Android. Disponíveis em aplicações como o WhatsApp e o Twitter, estes emojis têm como objetivo representar a cultura africana e responder ao crescimento da penetração de dispositivos móveis, que chegam agora a novos tipos de consumidor, nomeadamente o africano.
Delta Airlines
Para além disso, o crescimento do empreendedorismo a nível global está a levar as marcas a apostarem em experiências para este tipo de consumidor, que não só procura mais conhecimento na área dos negócios, como oportunidades de networking e de criação de contactos relevantes.
Assim, a Delta Airlines lançou a “Innovation Class”, um programa que permite aos empreendedores contactarem com profissionais da mesma indústria que já estejam estabelecidos no mercado há alguns anos.
A companhia aérea convidou ‘líderes’ mundiais de várias áreas, como as artes e as tecnologias, a viajarem para vários eventos mundiais e ofereceu a alguns empreendedores a oportunidade de viajarem ao seu lado, criando a possibilidade de usarem essa experiência para trocar ideias de negócio.
Sol de Janeiro
Também a Sol de Janeiro, marca brasileira de protetores solares, lançou em maio de 2014 uma campanha cujo objetivo era aumentar a consciencialização para os problemas de pele, como o cancro, ao mesmo tempo que tentava aumentar as vendas.
A marca brasileira ofereceu formação a cerca de 450 tatuadores e ensinou-os a identificar os sinais e lesões da pele que indicam que uma pessoa pode sofrer de cancro da pele. Os tatuadores aprenderam ainda explicar os sintomas da doença e a aconselhar proteção solar aos seus clientes, criando ‘awareness’ em relação à marca e promovendo uma exposição solar mais saudável.
Cidade de Madrid
A cidade de Madrid também decidiu inovar em 2014 e desenvolveu uma tecnologia que visa ‘premiar’ os automobilistas mais eficientes ecologicamente. A capital espanhola introduziu parquímetros inteligentes que cobram valores mais baixos de estacionamento aos carros mais ecológicos, deixando ainda os condutores de veículos elétricos estacionarem gratuitamente.
Os preços são baseados no tamanho do motor do veículo e no ano de comercialização, dependendo também da zona da cidade.

