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Lucros da Jerónimo Martins cresceram 40,3% no primeiro semestre do ano

Pingo Doce é distinguido pelo combate ao desperdício alimentar

A Jerónimo Martins revela que atingiu um resultado líquido de 261 milhões de euros, superior em 40,3% face ao valor de 2021. Para tal, contribuem o aumento das vendas consolidadas para os 11,9 mil milhões de euros (+20%).

Em comunicado, o Grupo nota que “num contexto de subida crescente e generalizada dos preços, que se intensificou no segundo trimestre, as insígnias foram eficazes na implementação de medidas para limitar o impacto adverso da inflação nos seus consumidores”.

 

“Todas as Companhias reforçaram a competitividade de preço ao longo do período, protegendo os volumes e mitigando o efeito expectável de trade down, o que lhes valeu um crescimento assinalável das vendas”, declara.

Análise por insígnia

Na Polónia, a Biedronka centrou a sua estratégia comercial na contenção da subida dos preços alimentares. “A assertividade com que assumiu o seu papel de ‘escudo antiinflação’ contribuiu decisivamente para o aumento das vendas em moeda local em 21,3% nos primeiros seis meses de 2022 (+26,9% no segundo trimestre)”, explica a Jerónimo Martins.

 

Quanto à Hebe, esta registou um crescimento de vendas de 34,7% em moeda local (+40,4% no segundo trimestre). O grupo atribuí o resultado ao levantamento de todas as restrições relativas à pandemia.

Em Portugal, o Pingo Doce cresceu as vendas em 8,5% (+10,9% no segundo trimestre). Já o Recheio registou um crescimento de vendas de 28,9% (+26,8% no segundo trimestre), atribuído pela Jerónimo Martins à retoma do turismo no País.

 

Na Colômbia, apesar de a inflação alimentar manter-se acima de 20%, a Ara aumentou as suas vendas, em moeda local, em 70,1% nos primeiros seis meses do ano (+74,9% no segundo trimestre). “A Ara investiu em preço como forma de transformar as circunstâncias numa oportunidade para fortalecer a sua posição de mercado e o reconhecimento por parte dos consumidores”, nota o Grupo.

O EBITA do Grupo cresceu 19,1% e a margem EBITDA foi de 7,2%, em linha com os resultados do ano passado. Na visão da Jerónimo Martins é um reflexo do aumento do investimento em preço e a aceleração da inflação ao nível dos custos.

Comentário e perspetivas para o resto do ano

 

“Este excelente desempenho reflete o acerto da nossa aposta estratégica na defesa da competitividade de todas as Companhias do Grupo e a resiliência das suas próprias cadeias de abastecimento, bem como dos modelos de eficiência com que operamos. As nossas insígnias mantiveram a qualidade das suas propostas de valor e têm vindo a reforçar a sua assertividade comercial e a investir em margem como forma de mitigar o aumento dos preços alimentares e os seus efeitos no comportamento dos consumidores”, declara o presidente e administrador-delegado, Pedro Soares dos Santos.

Relativamente ao resto do ano, o Grupo Jerónimo Martins declara que “o esforço de contenção dos preços de venda será mantido, num contexto em que a inflação ao nível dos custos aumentará a pressão sobre as margens percentuais das nossas insígnias”.