O volume de negócios apresentado pelo Grupo Sumol+Compal foi 1,2% superior ao do ano anterior, tendo atingido os 340,3 milhões de euros. Este valor foi em muito impulsionado pelo desempenho do negócio a nível internacional (cresceu 14,6%), enquanto que no nosso país as vendas revelaram mesmo um decréscimo de 1,3% para os 270,5 milhões de euros.
Os mercados de Angola, Espanha, Cabo Verde e França representaram 53,1 milhões de euros, ou seja, 80,1 milhões de litros, e a prestação de serviços cresceu 5,7% para os 16,7 milhões de euros.
As sinergias inerentes à fusão entre as duas empresas vão permitir este ano chegar aos 10 milhões de euros, valor que ultrapassa os 8 milhões resultantes dos custos de reestruturação do Grupo e que serão consolidados nas contas de 2008 e o primeiro quadrimestre de 2009.
De acordo com Duarte Pinto, presidente da comissão executiva do Grupo, este valor resultou maioritariamente da redução de 220 postos de trabalho que esteve apenas ligada ao processo de integração das empresas e não à actual conjuntura económica. O Grupo conta agora com cerca de 1400 trabalhadores.
Acrescenta ainda o presidente da comissão executiva que o Grupo poderá estar «próximo da liderança» dentro de «três a cinco anos», especialmente através da consolidação das marcas de refrigerantes que representam, de acordo com o próprio, ainda «um mercado muito fragmentado» no nosso país.
Aposta na internacionalização
Para o novo Grupo o motor de crescimento e/ou vendas da empresa passará necessariamente pela internacionalização, sendo que para já os mercados identificados como prioritários serão Angola e Cabo Verde (mercados onde actualmente a empresa já está a operar).
No caso espanhol a estratégia terá que ser repensada e descartada foi, para já, a hipótese de entrar em Inglaterra, onde de acordo com Duarte Pinto «o contexto actual não permite investimentos».
Reiterou ainda este responsável que «a aposta na internacionalização vai ser potenciada pela nova empresa. A Sumol+Compal tem distribuição em Angola, Espanha, Cabo Verde e França, que depois distribui para os restantes mercados da saudade».

