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Congresso APED: O Estado deve ou não apoiar a inovação?

Congresso APED: O Estado deve ou não apoiar a inovação?

Deve o Estado português apoiar ou não a inovação das empresas? Ou a investigação e inovação devem ser feitas pelo setor privado? A pergunta foi respondida de diferentes maneiras mas com a mesma mensagem: a investigação deve ser incentivada pelo Estado mas deve ser feita pelas empresas.  Este foi o tema de conversa entre os economistas Daniel Bessa, Vítor Bento e Esmeralda Dourado, presidente executiva da SAG, que participaram numa mesa redonda sobre “O papel da Inovação na ligação entre a economia – União Europeia e Estados Unidos da América”, na manhã do primeiro dia do V Congresso da APED, que se realizou em Lisboa entre 25 e 26 de março.

De acordo com Esmeralda Dourado, “não cabe ao Estado indicar caminhos para a inovação”. Por sua vez o economista Vitor Bento referiu que “aquilo que a inovação necessita é de redes de conhecimento”. Já o também economista Daniel Bessa sublinhou a importância das associações empresariais, indicando a indústria do calçado como um excelente exemplo a seguir.

Neste painel moderado por André Macedo, diretor do jornal Dinheiro Vivo, os participantes foram questionados sobre o facto de a investigação nos EUA ter um forte apoio do Estado. “Sem o Estado norte-americano e o seu desenvolvimento em tecnologia não existiria iPhone nem a Apple”, indicou Macedo. Contudo, Vítor Bento reiterou que nos EUA a investigação é utilitária e muito influenciada pela indústria militar.

 

Daniel Bessa indicou que é mais favorável ao acompanhamento, por parte do Estado desse desenvolvimento, que deverá ser feito pelas empresas. Já Esmeralda Dourada sublinhou que essa mesma investigação “tem de ser orientada para o mercado, sendo que o papel do Estado deve ser o de canalizador”.

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