De acordo com Esmeralda Dourado, “não cabe ao Estado indicar caminhos para a inovação”. Por sua vez o economista Vitor Bento referiu que “aquilo que a inovação necessita é de redes de conhecimento”. Já o também economista Daniel Bessa sublinhou a importância das associações empresariais, indicando a indústria do calçado como um excelente exemplo a seguir.
Neste painel moderado por André Macedo, diretor do jornal Dinheiro Vivo, os participantes foram questionados sobre o facto de a investigação nos EUA ter um forte apoio do Estado. “Sem o Estado norte-americano e o seu desenvolvimento em tecnologia não existiria iPhone nem a Apple”, indicou Macedo. Contudo, Vítor Bento reiterou que nos EUA a investigação é utilitária e muito influenciada pela indústria militar.
Daniel Bessa indicou que é mais favorável ao acompanhamento, por parte do Estado desse desenvolvimento, que deverá ser feito pelas empresas. Já Esmeralda Dourada sublinhou que essa mesma investigação “tem de ser orientada para o mercado, sendo que o papel do Estado deve ser o de canalizador”.

