A APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição manifestou surpresa pela ausência de medidas dirigidas ao setor da distribuição e do retalho no Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), alertando para a falta de iniciativas que reforcem a capacidade de resposta a situações de crise.
A associação considera difícil de compreender esta exclusão, sublinhando que o setor tem desempenhado um papel crítico no abastecimento de bens essenciais à população em momentos de adversidade recente, como a pandemia, o apagão energético de 2025 e as tempestades no início do ano.
Segundo a APED, esta opção contrasta com o próprio objetivo do PTRR de reduzir vulnerabilidades e aumentar a resiliência face a futuras crises. A entidade recorda que participou na consulta pública do plano, apresentando um conjunto de cinco propostas focadas no reforço da capacidade de resposta logística e operacional do setor.
Entre as medidas sugeridas está a construção de uma variante à estrada nacional N3 com ligação direta à A1, considerada relevante para assegurar o abastecimento em cenários de disrupção, nomeadamente na zona logística da Azambuja. A associação defende também o aumento do limite de combustível para geradores nas lojas, com o objetivo de garantir maior continuidade de operação em situações de emergência.
A APED sustenta que valorizar o setor implica reconhecê-lo como infraestrutura crítica, tendo em conta o seu papel na coesão social e territorial, sobretudo em contextos de crise.
A associação afirma que continuará a defender este reconhecimento junto das entidades públicas, salientando o impacto do setor no abastecimento das populações.

D.R.
