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Comércio de rua abranda

Comércio de rua abranda

No início deste ano verificou-se um abrandamento do comércio de rua devido ao actual clima de recessão generalizada. No entanto, é de referir que a crescente saturação de outros formatos como os centros comerciais e a necessidade de os retalhistas encontrarem outras soluções tinha vindo a imprimir uma dinâmica maior ao comércio de rua.

A Aguirre Newman apresentou um estudo sobre o mercado, relativo ao primeiro semestre de 2009. O estudo analisa o retalho (centros comerciais e comércio de rua) e a indústria (logística), relativamente a oferta, procura, evolução dos preços e áreas disponíveis.

 

 

No que diz respeito ao comércio de rua, houve um abrandamento devido ao clima de recessão generalizada. Contudo, a crescente saturação de outros formatos como os centros comerciais e a necessidade de os retalhistas encontrarem outras soluções tinha vindo a dar uma maior dinâmica ao comércio de rua.

O reaparecimento deste canal tem tido alguma expressão no centro histórico da cidade, nomeadamente no Chiado na Rua Garrett, sua principal artéria comercial. A Avenida 24 de Julho (Santos) é outro eixo comercial onde é visível o seu crescimento. O primeiro semestre registou uma diminuição da procura em consequência do enquadramento económico. O que torna evidente uma maior retracção dos retalhistas no que concerne à sua expansão. Relativamente às rendas praticadas nos espaços comercias de rua, os proprietários mostram-se mais receptivos a negociar. Como resultado, verificou-se uma ligeira redução no valor das rendas praticadas.

 

 

O cenário no mercado de Centros Comerciais foi de abrandamento no início do ano. O facto do território nacional se encontrar praticamente todo coberto por este tipo de superfícies, reduzindo a sua área de influência. Isto aliado ainda ao facto de Portugal apresentar uma ABL / 1000 habitantes (aprox. 233 m2 ABL / 1.000 habitantes) em 2008 superior à média europeia (aprox. 195 m2 ABL / 1.000 habitantes, para a média dos 27 países) e a países como França, Itália e Alemanha, indiciam uma saturação deste mercado. Para além destes factos, a diminuição do poder de compra das famílias e a acrescida dificuldade na obtenção de crédito, não ajudam ao crescimento dos resultados obtidos nos Centros Comerciais. Assim, os operadores procuram colocar uma tónica inovadora nos projectos comerciais e adaptar os projectos em pipeline.       

 

Ainda assim, destacam-se nestes primeiros meses do ano a abertura de Portimão Retail Center em Março, a abertura de Ria Shopping Olhão em Abril e a abertura do Dolce Vita Tejo em Maio.

Na área da indústria a diminuição nos volumes de absorção, o fraco dinamismo no lançamento de novos projectos e o decréscimo dos volumes investidos, são alguns dos efeitos potenciados pela crise nacional e internacional. A primeira metade do ano foi marcada por uma maior cautela na tomada de novas áreas, o que se traduziu num menor número de operações. O grau de exigência por parte dos ocupantes aumentou e o processo de tomada de decisão tornou-se mais longo. Para isto contribuiu a retracção do consumo e de sectores como o automóvel, têxtil, farmacêutico e distribuição, enquanto principais clientes dos operadores logísticos.

 

A tendência de estagnação que se vive no sector traduz-se igualmente no lançamento de novos projectos, obrigando os promotores a repensar as suas estratégias, nomeadamente construir apenas quando existe a garantia de ocupação. Neste contexto, destaca-se pela positiva o programa governamental “Plano Portugal Logístico” composto por 11 Plataformas Logísticas complementadas com 2 Centros de Carga Aérea.

 

A nível de preços a pouca oferta de espaços industriais e logísticos resultou em alguma pressão sobre as rendas praticadas, nomeadamente nas zonas prime. Na sua generalidade as rendas asking price mantiveram-se constantes, existe, no entanto, maior flexibilidade negocial por parte dos proprietários.

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