A Fundação Jerónimo Martins apresentou um programa de apoio à reconstrução e recuperação de mais de 100 instituições nos municípios de Leiria, Marinha Grande e Ourém no âmbito das tempestades do início do ano, em articulação com as autarquias locais e com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro.
De acordo com o comunicado de imprensa, a iniciativa abrange creches, lares de idosos, estruturas de apoio a pessoas com deficiência e outras respostas sociais prioritárias, incluindo habitações de famílias vulneráveis identificadas pelas autarquias. Estima-se que o programa possa beneficiar cerca de 12 mil pessoas, maioritariamente crianças, idosos e famílias vulneráveis.
O programa foi apresentado numa conferência de imprensa realizada no Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes, em Leiria, uma Instituição Particular de Solidariedade Social com valência de creche, residência sénior e serviço de apoio domiciliário a idosos, que foi severamente afetada pela tempestade e será uma das instituições abrangidas.
Segundo a nota de imprensa, entre março e maio, foi realizado um diagnóstico que envolveu equipas da Fundação Jerónimo Martins, incluindo assistentes sociais, engenheiros e empreiteiros, em articulação com as equipas das autarquias parceiras.
A partir de março, foram visitadas mais de 140 instituições para levantamento de necessidades, com o apoio das autarquias, da Estrutura de Missão e de mais de 20 outras entidades nacionais e locais.
As primeiras obras estão previstas para 8 de junho, em cada um dos concelhos abrangidos, com equipas técnicas de engenharia e construção constituídas pela Fundação para este programa. O financiamento é de natureza 100% privada, sem recurso a dinheiro público.
De acordo com Marta Lopes Maia, presidente da Fundação Jerónimo Martins, “nos dias seguintes à tempestade, a Fundação Jerónimo Martins apoiou de imediato os colaboradores do Grupo afetados. Porque somos uma Fundação que atua no terreno, percebemos profundamente o nível de devastação nesta região, o que nos levou a ampliar o apoio à comunidade, numa parceria inédita entre a sociedade civil e as entidades regionais para garantir que ninguém fica para trás”.
A responsável acrescenta que “trata-se de um programa que procura dar uma resposta estruturada e de proximidade às populações afetadas, com especial enfoque nos grupos mais vulneráveis”.
Miguel Herdade, diretor executivo da Fundação Jerónimo Martins, sublinha que “a equipa da Fundação visitou, porta a porta, mais de 140 instituições que servem populações vulneráveis. Num trabalho de grande proximidade com as Câmaras Municipais de Leiria, Marinha Grande, Ourém e Estrutura de Missão, esperamos que este apoio demonstre o nosso esforço coletivo e responsabilidade da sociedade civil para resolver os problemas do país, neste caso apoiando as pessoas vulneráveis afetadas por esta tragédia”.
Segundo a Fundação, o programa foi estruturado tendo também em conta práticas internacionais de entidades com experiência na recuperação de grandes desastres climáticos, conhecimento que foi incorporado na definição da iniciativa.

