As aplicações móveis estão a ganhar peso nas vendas digitais dos retalhistas, mas a evolução do checkout e dos métodos de pagamento surge como um dos principais desafios do retalho.
Segundo o relatório “Índice Global de Compras Digitais de 2026: Edição para Retalhistas”, da PYMNTS Intelligence encomendado pela Visa Acceptance Solutions, quase nove em cada 10 retalhistas consideram que as suas experiências de finalização de compra ainda precisam de melhorias, num contexto em que os agentes de IA começam a influenciar a procura, a fidelização e a escolha do meio de pagamento.
O relatório baseia-se num inquérito realizado em março de 2026 a 1.185 comerciantes de retalho nos Estados Unidos, Brasil e Emirados Árabes Unidos.
De acordo com os resultados, o crescimento das aplicações móveis está associado ao processo de finalização da compra. As apps dos retalhistas são mais propensas do que os sites a disponibilizar funcionalidades como biometria, credenciais guardadas, preenchimento automático e checkout com um clique, recursos que podem tornar a compra mais rápida e simples.
Apesar desta evolução, o relatório indica que muitos retalhistas ainda não estão totalmente preparados para as próximas fases das compras digitais. Quase nove em cada 10 afirmam que as suas experiências de checkout ainda precisam de ser melhoradas, enquanto muitos receiam que a tecnologia de pagamento atualmente utilizada não responda às necessidades do mercado dentro de três anos.
Esta preocupação ganha relevância num momento em que os agentes de IA começam a influenciar a forma como os consumidores encontram produtos, comparam ofertas, escolhem métodos de pagamento e concluem compras.
Segundo o estudo, os retalhistas tendem a ver os agentes de IA como uma oportunidade para as compras digitais, e não como uma ameaça. Muitos esperam que estes agentes venham a influenciar as vendas, a fidelização e as escolhas de pagamento.
No entanto, a maioria ainda não consegue identificar claramente o tráfego e as compras geradas por IA. O relatório aponta esta limitação como uma lacuna de visibilidade, que pode dificultar a compreensão da origem da procura e do impacto das compras orientadas por agentes nas vendas.
 O estudo refere ainda que os retalhistas estão a assumir uma gestão mais ativa das opções de pagamento e dos riscos associados. Mais de metade utiliza descontos, sobretaxas ou ambos para influenciar os métodos de pagamento escolhidos pelos clientes.
Ao mesmo tempo, embora a pressão associada à fraude reportada tenha diminuído face ao inquérito anterior, o interesse numa proteção antifraude mais robusta mantém-se elevado.
O relatório conclui que a estratégia de pagamentos está a tornar-se uma componente cada vez mais relevante da economia do retalho. Os retalhistas estão a recorrer a incentivos de preço e sobretaxas para orientar a escolha do pagamento, ao mesmo tempo que continuam a investir em soluções de proteção contra fraude.

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