Economia

PIB nacional cai 2,4% no 1.º trimestre

PIB_Portugal

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos homólogos, diminuiu 2,4% em volume no 1.º trimestre de 2020, após o aumento de 2,2% no trimestre anterior, avançam dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A contração da atividade económica reflete o impacto da pandemia COVID-19 que já se fez sentir significativamente no último mês do trimestre. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi negativo no 1.º trimestre (-1,4 pontos percentuais), após ter sido positivo no trimestre anterior, traduzindo a diminuição mais intensa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços. A procura interna registou um contributo negativo (-1 pontos percentuais), pela primeira vez desde o 3.º trimestre de 2013, associada à diminuição do consumo privado e do Investimento.

Comparativamente com o 4.º trimestre de 2019, o PIB diminuiu 3,9% em termos reais (variação em cadeia de +0,7% no trimestre anterior). Este resultado é explicado por contributos negativos da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB (-2 pontos percentuais, após ter sido positivo no trimestre anterior) e da procura interna (-1,9 pontos percentuais), que foi mais negativo que no trimestre anterior (-0,7 pontos percentuais).

Os resultados apresentados correspondem à estimativa rápida do PIB para o 1.º trimestre de 2020, refletindo os efeitos da pandemia COVID-19 na atividade económica. Recorde-se que, com a passagem a uma fase de pandemia, foram tomadas em Portugal diversas medidas de contenção à propagação do COVID-19, tendo sido anunciado o encerramento das escolas e universidades no dia 11 de março (com efeitos a partir do dia 16 de março) e decretado o estado de emergência no dia 18 de março, que ditou o encerramento temporário de várias atividades económicas e restrições à livre circulação de pessoas. Ainda antes desta medida existiam já perturbações no funcionamento normal de algumas atividades e na procura dirigida aos seus produtos, nomeadamente na restauração e hotelaria, afetando a atividade económica desde praticamente o início do mês.