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Retalho

Carlos Cotos, country manager da Kantar Portugal

Carlos_Cotos_Kantar

Quais foram os maiores desafios que o setor dos Fast Moving Consumer Goods (FMCG) enfrentou no ano 2019?
Além dos desafios estratégicos de longo prazo, abriu-se um novo cenário com a entrada de um novo concorrente. Um ecossistema novo em que os principais atores da distribuição precisam redefinir os seus modelos comerciais, o que não parece um desafio menor.

Também dentro dessa atuação tática, os limites do modelo promocional continuam a ser desafiados. Como isso irá impactar as contas de exploração de retalhistas e fabricantes é chave num mercado que – não podemos esquecer – não espera crescimentos populacionais (e, portanto, mais volume).

Dos elementos estratégicos, provavelmente, os predominantes para diferenciar-se e ganhar a preferência dos consumidores parecem ser 1(i) os novos formatos de proximidade e (ii) adigitalização.

E que soluções foram encontradas para resolver esses mesmos desafios?
Em termos de modelos comerciais e promocionais, acho que os resultados são variados. Os modelos hard-discount alemãs talvez sejam os que – pela própria identidade do modelo – tenham sofrido menos para adaptar-se. Já os grandes retalhistas portugueses ainda têm algumas prioridades estratégicas a ser resolvidas (é muito desafiador posicionar-se estrategicamente quando já se atingiu, praticamente, a totalidade dos consumidores portugueses).

Como antecipa o ano de 2020 para o setor dos FMCG e que novos desafios poderão ser lançados?
Acredito que os desafios continuarão a ser essencialmente os mesmos (definir os espaços dos diversos atores no novo cenário competitivo). Porém há um “dark horse”: Quem vai marcar o tempo da omnicanalidade serão os “pure players”. Não cabe descartar a irrupção de algum deles para dinamizar (mais ainda) o mercado e agitar (mais ainda) nosso cenário competitivo.