No entanto, atualmente, a logística colaborativa é cada vez mais uma realidade no âmbito da eficiência nos processos e controlo de custos, sendo a Indústria Automóvel um dos exemplos onde este espírito colaborativo tem dado frutos. Sílvia Franco, supply chain manager da Frauenthal Automotive, indicou que “as parcerias são fundamentais”, daí que tem havido “uma procura de sinergias com os concorrentes”.
Porém, este espírito colaborativo, “é essencial não só na logística, como em toda a empresa”, avançou, Gonçalo Cordeiro, supply chain director da L’Oreal Portugal, acrescentando que “apesar de a logística não ser o core business da nossa empresa, é uma peça fundamental no negócio e nas margens”.
Por fim, quando questionados por Filipe Gil, chief in editor da Logística &Transportes Hoje e moderador da mesa, sobre como pensam que a logística colaborativa vai evoluir, Silvia Franco declarou que “o mais difícil são os primeiros passos, ou seja, o ultrapassar de tabus decorrentes de se trabalhar com os concorrentes”, por isso acredita que no futuro “será mais fácil e transparente trabalhar desta forma”.
Já José Miranda destacou que “só nos podemos diferenciar pelo serviço”; deste modo, defende que tem de “haver partilha e colaboração”.
Por fim, Gonçalo Cordeiro acredita que o peso da área das operações (onde se inclui a supply chain) “vai-se intensificar nos próximos anos”.

