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Retalho

Sonae cresce 23% em vendas e atinge valor recorde de 5,3 mil milhões de euros no primeiro semestre

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A Sonae fechou o primeiro semestre com um crescimento de 23% nas vendas, atingindo os 5,3 mil milhões de euros em junho — um valor recorde para este período. O desempenho reflete o forte crescimento orgânico dos seus negócios e o impacto positivo das novas empresas no portefólio, como a Druni e a Petcity.

De acordo com o comunicado de imprensa, os lucros da Sonae cresceram 41% em relação ao primeiro semestre de 2024, atingindo 102 milhões de euros, impulsionados pelo bom desempenho dos diversos negócios e por um resultado indireto positivo, sobretudo devido à valorização dos centros comerciais da Sierra, informou o grupo.

 

Nos primeiros seis meses do ano, o EBITDA aumentou 28%, para 525 milhões de euros, impulsionado sobretudo pela forte performance dos negócios consolidados, com destaque para a contribuição robusta da MC, refere a empresa na nota de imprensa.

Excluindo o impacto das alterações no portefólio, o semestre registou um crescimento de 11% face ao período homólogo, com os bons resultados da MC, da Worten e da Musti — todas a crescer acima dos respetivos mercados — a liderarem o desempenho orgânico do grupo e a reforçarem as suas posições de liderança.

 

No segmento de retalho alimentar, saúde, beleza e bem-estar, a MC registou um crescimento de 25% no volume de negócios no primeiro semestre, atingindo 4,1 mil milhões de euros, e uma subida de 27% no segundo trimestre, para mais de 2,1 mil milhões de euros.

Segundo a Sonae, o desempenho foi impulsionado pelo aumento das vendas e pelos “ganhos de eficiência a compensarem as pressões da inflação nos custos de um ambiente de mercado altamente competitivo”.

 

Na Península Ibérica, o segmento de saúde, beleza e bem-estar da MC viu as receitas quase triplicarem no segundo trimestre, alcançando 415 milhões de euros, impulsionadas pela consolidação da Druni e por um crescimento orgânico sólido, aliado à expansão da rede, apesar de um contexto operacional bastante competitivo, especialmente em Espanha.

A margem EBITDA subjacente aumentou 1,4 pontos percentuais, fixando-se nos 12% no segundo trimestre (e também no semestre), refletindo uma clara melhoria da rentabilidade, sustentada pela integração da Druni no mercado espanhol e pelos ganhos operacionais da Wells em Portugal.

 

No segmento de retalho de eletrónica, marketplace e serviços, a Worten registou um volume de negócios de 636 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de 7% face ao ano anterior, impulsionado por uma subida de 11% no segundo trimestre. Segundo o grupo, este desempenho reflete ganhos de quota de mercado, alavancados pelo forte crescimento do canal online, que representou 19% das vendas totais.

No segmento de produtos e cuidados para animais de companhia, a Musti destacou-se pela recuperação contínua das vendas, com ganhos de quota de mercado num contexto de retoma, acompanhados por uma melhoria da margem bruta, referiu a Sonae.

No setor imobiliário, o portefólio europeu de centros comerciais da Sierra manteve um forte dinamismo, com as vendas dos lojistas a crescerem 4% em termos comparáveis, acompanhadas por um aumento do tráfego, taxas de ocupação próximas dos 100% e níveis de cobrança sólidos, destacou o grupo.

No setor das telecomunicações, a NOS registou um crescimento no volume de negócios, atingindo 458 milhões de euros no segundo trimestre.

“Numa perspetiva de Grupo, vemos a gestão do portefólio como uma das atividades core da Sonae. Isto implica monitorizar de perto o papel estratégico de cada negócio, o seu potencial para beneficiar ou contribuir para outras empresas do Grupo e, em última análise, determinar se a Sonae tem o enquadramento certo para desbloquear e maximizar valor”, refere Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.

E continua: “entre várias iniciativas em curso que estão a gerar benefícios tangíveis, gostaria de destacar os esforços recentes na melhoria das ofertas aos clientes através dos nossos insights conjuntos e capacidades complementares, bem como a partilha de aprendizagens sobre a implementação e utilização de IA em todas as nossas empresas”.

A responsável da Sonae enfatiza também que “olhando para o futuro, mantemos a confiança na nossa capacidade para consolidar este forte dinamismo. As bases estão solidamente lançadas – com uma execução operacional consistente, uma alocação disciplinada de capital e uma visão clara para as sinergias ao nível do Grupo”.

 

 

 

 

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