“As previsões macroeconómicas a curto-prazo apontam para a manutenção da tendência de crescimento moderado do consumo e da produção industrial em Portugal, o que incidirá positivamente nas vendas de tintas e vernizes. Neste contexto, é expectável uma melhoria da rendibilidade do setor nos próximos meses, beneficiando ainda do previsível bom comportamento dos preços das matérias-primas”, explica a Informa D&B.
A inversão da tendência descendente do mercado iniciou-se em 2013, ano em que se registou um crescimento de 1,5% em relação a 2012, após as fortes quebras registadas nos anos anteriores. Nesse exercício, as vendas ascenderam a 345 milhões de euros, correspondentes a um volume de 141 5 00 toneladas.
Em Dezembro de 2012, havia 124 empresas fabricantes de tintas, vernizes, colas e outros produtos similares a operar em Portugal. O volume de emprego gerado por estas empresas rondava os 3100 trabalhadores, com uma média de 25 pessoas por empresa.
A região Norte concentra a maior parte dos fabricantes, representando de cerca de 40% do total nacional, seguida pelas regiões Centro e Lisboa. Para além disso, no setor predominam as pequenas e médias empresas familiares, das quais 72% tinham menos de dez empregados em 2012, e somente onze empregavam mais de cinquenta trabalhadores. No grupo de empresas de maior dimensão, destaca-se a presença de filiais das principais multinacionais europeias e norte-americanas da indústria de tintas.

