«Pegámos na receita tradicional dos queijos que já fazemos e transformámo-lo num produto cremoso, a pensar também no consumidor mais prático, que não tem tempo para cortar, tirar a casca?», explicou Clara Guedes, directora executiva da empresa, acrescentando que o reforço da produção exigiu um investimento de um milhão de euros e uma nova linha de montagem, na fábrica de Torres Vedras.
Apesar dos novos queijos não serem ainda conhecidos pelos consumidores, as grandes cadeias de distribuição já começaram a recebê-los. Esta foi a forma que, segundo a empresa, a Saloio encontrou para não ter que baixar os seus preços por causa do IVA.
«O ano de 2010 não vai ser como o de 2009, em que quem manteve o emprego melhorou o poder de compra», referiu a gestora, esclarecendo que foi por esta razão que se decidiu introduzir na gama Saloio produtos low cost .«Outra oportunidade são embalagens mais pequenas para evitar o desperdício. Assim como o fornecimento para escolas, hospitais e empresas».
Foi exactamente a pensar nas condições difíceis do mercado português que a Saloio começou a aposta na internacionalização. Um ano depois, Clara Guedes garante que o projecto da fábrica em Angola está «bem encaminhado», na medida em que já está em conversações com os co-accionistas da empresa transformadora, bem como com o parceiro angolano que irá fornecer o leite.

