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Retalho

Poderá a Tommy Hilfiger transformar-se numa empresa de software?

Poderá a Tommy Hilfiger transformar-se numa empresa de software?

Depois de 33 anos dedicada à moda, a marca norte-americana Tommy Hilfiger poderá estar a apostar numa nova área de negócio e a planear transformar-se numa empresa de software. O burburinho começa a ouvir-se na imprensa internacional, que refere que a empresa está apostada em investir em soluções de retalho que aproximem a experiência das lojas físicas daquela que os consumidores têm quando compram online.

Anne-Christine Polet, VP de Digital da PVH Europe, braço europeu da Tommy Hilfiger, disse recentemente na conferência Connect EU da Couchbase, em Londres, que “a indústria da moda é antiga. O negócio sempre foi análogo e tem sido feito por via de acordos de bastidores”.

 

De acordo com a imprensa internacional, a empresa está a repensar o seu modelo de negócio e pretende revolucionar a forma como os consumidores escolhem e compram bens nas lojas físicas. Para isso, há cerca de quatro anos atrás, a PVH Europe criou uma equipa de TI e uma equipa de ‘transformação digital’ que tem estado dedicada a este processo com o objetivo de tornar o negócio da empresa mais eficiente e sustentável.

Uma das primeiras apostas é um showroom digital que está a ser utilizado pela empresa para mostrar as coleções a retalhistas e que, de acordo com Anne-Christine Polet, “foi um catalisador para nós. Quando vimos o potencial que o digital poderia trazer numa esfera que pensávamos ser simplesmente a maneira como a moda trabalha para as vendas por grosso, percebemos que há muito mais que podemos fazer com a tecnologia em toda a nossa cadeia de valor”.

 

A VP de Digital da PVH Europe revelou ainda que a ideia da empresa se tornar numa companhia dedicada ao software não é assim tão descabida. “Na verdade, estamos a ir nessa direção por causa do showroom digital e do imenso valor que tem para nós. Os nossos concorrentes na indústria da moda não conseguiram replicar uma ferramenta como essa e tem havido um interesse real no nosso produto. Então agora começámos o que chamamos de uma startup corporativa, o que parece interessante, mas que na verdade é uma equipa dedicada de tecnologia para construir o ecossistema de venda digital, não apenas para a PVH, mas para potencialmente comercializá-lo no futuro.”

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