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Mais de 160 mil lares compraram bens alimentares e de drogaria na Internet

Mais de 160 mil lares compraram bens alimentares e de drogaria na Internet

De acordo com o Painel de Lares da Nielsen (Homescan), em Portugal Continental 4,3% dos lares realizaram compras de bens alimentares e/ou drogaria através da Internet, no ano terminado em Maio de 2009. Esta percentagem adquire maior relevo se tivermos em conta que no final de 2008, segundo o INE, são 46% os lares portugueses que têm acesso à Internet.

De acordo com o Painel de Lares da Nielsen (Homescan), em Portugal Continental 4,3% dos lares realizaram compras de bens alimentares e/ou drogaria através da Internet, no ano terminado em Maio de 2009. Esta percentagem adquire maior relevo se tivermos em conta que no final de 2008, segundo o INE, são 46% os lares portugueses que têm acesso à Internet.
 
Facilmente se aceita que os 4,3% a nível nacional se traduzam em diferentes valores segundo a localização dos lares. De facto, nas zonas metropolitanas (conjunto da Grande Lisboa e Grande Porto) são já 7,8% dos lares a terem realizado compras destes produtos na Internet. A penetração diminui quando analisamos as zonas urbanas (lugares com mais de 2.000 habitantes) e rurais (lugares com menos de 2.000 habitantes) com, pela mesma ordem, 3,2% e 1,9% dos lares aí residentes a realizarem compras neste canal.

Este canal representa ainda uma pequena percentagem das compras realizadas pelos lares portugueses em Fast Moving Consumer Goods (FMCG). No período em análise o valor gasto via este canal representou apenas 0,3%. No entanto, para os lares que utilizam a Internet no abastecimento da sua despensa, as compras neste canal contabilizam já 7,1% do seu gasto total.

Interessante é o valor por ocasião de compra via Internet, que em média ronda os 81 euros, em produtos FMCG. Este valor destaca-se claramente dos 21 euros de média por ocasião de compra da totalidade dos lares em Portugal Continental.

Tomando como referência as principais organizações retalhistas em Portugal, constata-se que nem todas têm um sítio à disposição dos seus clientes para compras online. Os existentes pertencem a cadeias com lojas de formato hipermercado. Assim interessa também comparar o gasto por ocasião via Internet com o gasto por ocasião em hipermercados, que ronda os 38 euros. Ainda assim, o diferencial de valor gasto favorece claramente a compra por Internet.

Tendo por base a actual conjuntura e a evolução que as marcas de distribuição têm registado, importa aqui referir que não se detectam diferenças significativas quanto ao peso percentual destas marcas nas cestas de compras, quer nas realizadas via Internet quer nas directamente às lojas.

Quanto ao tipo de produtos comprados, são as áreas de mercearia, bebidas, higiene pessoal e limpeza do lar que registam maior importância e os produtos perecíveis os que registam menor.

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