O Grupo Jerónimo Martins fechou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido que ultrapassou os 100 milhões de euros, o que representa um lucro de 39,4%. Assim, a dívida líquida consolidada do Grupo diminui 190 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2009, o que corresponde a uma redução de cerca de 20%.
Quando comparado com o primeiro semestre de 2009, o EBITDA do Grupo registou um sólido crescimento de 20,1% para os 263,8 milhões de euros, representando uma margem de 6,5% das vendas consolidadas.
Para Pedro Soares dos Santos, CEO, «as marcas do Grupo iniciaram 2010 bem preparadas e merecendo a preferência dos consumidores. Esta robustez reflectiu-se no bom desempenho de vendas registado nos primeiros seis meses do ano e provou o acerto do enfoque estratégico que todas as insígnias estão a colocar no objectivo de aumentar a quota de mercado. Os sinais positivos que recebemos dos resultados do primeiro semestre permitem-nos antecipar a continuação de um desempenho sólido, intensificado pela maior densidade de vendas ao longo do ano e garantindo o cumprimento dos objectivos traçados pelo Grupo».
Para o aumento de 662,7 milhões de euros nas vendas consolidadas face ao período homólogo contribuíram decisivamente: os 8,2% de crescimento das vendas like-for-like (LFL), fortemente motivado pelo muito bom desempenho dos formatos de distribuição alimentar – Pingo Doce, Recheio e Biedronka, a abertura de novas lojas (sobretudo significativas na cadeia Biedronka) e a valorização em 11,8% da taxa de câmbio média do zloty em relação ao euro, segundo informação divulgada em comunicado.
Distribuição Alimentar em Portugal
O Pingo Doce e o Recheio registaram um aumento de vendas, com crescimentos LFL de, respectivamente, 8,8% (cerca de 11% em volume) e 3,1% (cerca de 4% em volume). No caso de Pingo Doce, a margem EBITDA cifrou-se em 5,2% das vendas.
«Ambas as insígnias reforçaram também a sua aposta no fortalecimento da proximidade e da presença junto dos clientes e consumidores através da comunicação, com destaque para as fortes campanhas publicitárias do Pingo Doce, no ar desde o final de 2009, e para a bem sucedida campanha comercial desenvolvida pelo Recheio por ocasião do Mundial de Futebol».
Durante este primeiro semestre o Pingo Doce abriu três novas lojas e procedeu a 12 remodelações, das quais duas relativas à conversão de hipermercados
Na Polónia
A Biedronka – que no primeiro semestre do ano procedeu a 67 aberturas, o que significou um aumento de 10,8% de área de venda, e 47 remodelações aplicando 122,4 milhões de euros, aumentou em 18,1% (moeda local) as suas vendas totais e reforçou a contribuição para o EBITDA consolidado, atingindo uma margem de 7,2% das vendas (um aumento de 50 pontos base face ao período homólogo).
«Apesar do encerramento voluntário das lojas da cadeia por ocasião do luto nacional por altura da queda do avião presidencial em Smolensk e das más condições atmosféricas que marcaram o primeiro semestre e que impactaram categorias como as bebidas, a Biedronka destacou-se pelo notável desempenho, com as vendas LFL a crescerem a dois dígitos (10,5%) no período».
Indústria e Serviços
Na Indústria, o Grupo indicou que as vendas em volume continuaram a crescer, em linha com os meses anteriores, com desempenhos particularmente positivos em categorias como o Azeite, o Chá Gelado e os Produtos de Higiene Pessoal.
«Os investimentos em publicidade para proteger as quotas de mercado das marcas em algumas categorias-chave, o reposicionamento de preço em alguns produtos e o decréscimo de preços no mercado reflectiram-se na margem EBITDA da área, que se cifrou nos 14,8% das suas vendas».

