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Imobiliário

Investimento em imobiliário comercial bate recorde em 2015

Top 100 do luxo gera 247 mil milhões de dólares em receitas

O investimento em imobiliário comercial na Europa “bateu um novo recorde” em 2015. A conclusão é da Cushman & Wakefield, que indica que o volume de investimento no último trimestre do ano atingiu os 70 mil milhões de euros, elevando para cerca de 264 mil milhões de euros o total do ano, valor que supera o recorde de 230 mil milhões de euros do ano de 2007.

“O investimento imobiliário continua a crescer em todos os mercados, com o Reino Unido a atrair a maior parte do volume registado. Contudo, muitos outros mercados tiveram um crescimento grande desde 2104, como a Alemanha que registou um aumento de 41% chegando aos 53 mil milhões; Espanha cresceu 36% e Itália 67%, em que o total dos valores de investimento foi de 11 e 8 mil milhões de euros respetivamente”, revela a empresa.

Em Portugal, o ano foi “igualmente excecional”, segundo a da Cushman & Wakefield, tendo o mercado de investimento imobiliário mais do que duplicado face ao registado em 2014, atingindo em 2015 um novo máximo histórico de 1,9 mil milhões de euros. Aqui, os investidores estrangeiros tiveram “um papel preponderante”, representando 89% do volume transacionado. O capital oriundo dos EUA foi o mais significativo, responsável por 800 milhões de euros, seguido por Espanha e Alemanha, ambos com 220 milhões de euros.

“Também a nível nacional, o setor de retalho retomou a liderança em termos de volume de capital, representando 60% do total, seguido pelo setor de escritórios, responsável por 23%. A evolução das yields prime de referência acompanhou a tendência de recuperação do mercado, com descidas trimestrais sucessivas, as quais em termos de agregado anual variaram 100 pontos base. No final de 2015, o indicador situava-se nos 5,25% para escritórios, 5,00% para comércio de rua, 5,50% para centros comerciais e 7,00% para industrial. Em 2016 o investimento imobiliário comercial deve manter a sua tendência em alta, sendo possível que se atinja mais um máximo histórico em termos de volume”, conclui a empresa.