Boris Planer, Chief Economist do Planet Retail; Clive Woodger, chairman da SCG London, e especialista em Retail Brand Development; Luis Simoes, global strategic development diretor da KantarWorldpanel e o português António Soares, ex-CEO ICA Noruega são alguns dos nomes a destacar e que fizeram apresentações especiais sobre tendências, mercados externos (China e Noruega, por exemplo).
A “top keynote” foi dada pela analista independente, a britânica Christine Cross com uma apresentação sobre a visão do futuro do retalho a nível europeu e global e quais as suas implicações para o mercado português.
“Nada vai ser como dantes”, avisou Christine Cross, Diretora da Christine Cross Ltd, ao deixar a sua visão sobre o futuro do retalho a nível europeu e global. O retalho em Portugal, bem como nos países do Sul da Europa, não está definitivamente abençoado pelo sol, mas não é caso para desesperar. No “novo normal”, que começamos agora a viver, os retalhistas vencedores são aqueles que se focarem no cliente, mais do que no produto, e sejam capazes de controlar os custos e repensar a sua estratégia de loja, sempre de forma integrada.
De acordo com Boris Planer, “a crise não é o único motor de mudança no retalho na Europa”. O responsável do Planet Retail sublinhou que a demografia, a tecnologia e a entrada na era digital mudaram totalmente a forma como se compra, contudo “não é de esperar que as grandes insígnias o deixem de ser nos próximos cinco anos, mas é provável que tenham menos lojas, pois as compras online vão continuar a crescer”.
“A China é um mundo. As oportunidades decorrentes da entrada neste mercado são gigantescas e as ameaças também”, referiu Luis Simoes, Global Strategic Development Director do Kantar Worldpanel. Nem mesmo uma grande multinacional pode aspirar a entrar em toda a China ou gerir a sua presença à distância. É preciso definir uma estratégia clara de entrada, começar por um pequeno território e ir alargando. É preciso combinar o above e o below the line, porque “tudo o que é tecnológico é essencial neste mercado”. E é preciso ter atenção à cultura e aprender a conhecer o novo consumidor chinês. “Tentem pensar como um chinês, vai levar tempo mas é a chave do sucesso no mercado”, lançou Luis Simões.
Clive Woodger, Chairman da Agência SCG London afirmou que “a revolução do retalho na Rússia equivaleu a um consumer boom, onde em três anos se implementaram as tendências ocidentais das últimas três décadas.” Acrescentou ainda que “os desafios são permanentes num mercado onde o recurso ao cartão de crédito e o comércio eletrónico aumentam a olhos vistos. Clive Woodger percorreu a experiência de diferentes marcas que a sua agência ajudou a implantar no mercado russo, para mostrar que acima de tudo, lá como aqui, o que importa é criar brand experience.
“Na Noruega os amigos não se fazem à mesa, mas a trepar uma montanha”. Esta frase resume toda a aprendizagem adquirida por António Soares, ex-CEO do Grupo ICA, nos tempos em que o seu projeto passou pela internacionalização de uma marca de retalho alimentar, a Rimi. Quem quer apostar no retalho alimentar deve optar por lojas de formato tradicional, mas modernas e acolhedoras, com um layout ajustado a compras simples e rápidas, um sortido racional, boa gama de frescos e preços competitivos. O modelo deve ser “altamente franchisável”.
Leia a reportagem completa sobre o inRetail Congress na edição de novembro da DISTRIBUIÇÃO HOJE.

