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Estudo da IBM ouve CEO sobre panorama económico

Estudo da IBM ouve CEO sobre panorama económico

Num estudo realizado pela IBM, que questionou 1541 CEO representantes de organizações de 66 países e 33 indústrias, menos de metade dos inquiridos diz acreditar que as suas empresas estejam preparadas para lidar com um ambiente de negócios de crescente complexidade e altamente volátil.

Num estudo realizado pela IBM, que questionou 1541 CEO representantes de organizações de 66 países e 33 indústrias, menos de metade dos inquiridos diz acreditar que as suas empresas estejam preparadas para lidar com um ambiente de negócios de crescente complexidade e altamente volátil.

«Os CEO são hoje confrontados com mudanças massivas – novas regulamentações de Governo, mudanças nos centros de poder económico, transformações aceleradas na indústria, aumento de volumes de informação, evolução rápida das preferências dos clientes -, o que, segundo os executivos, só pode ser ultrapassado com o uso da criatividade na organização», cita o estudo.

«Saídos da pior reviravolta económica das nossas vidas profissionais –  e a enfrentar agora uma nova normalidade que é radicalmente diferente – é de assinalar que os CEO identificam a criatividade como o número um nas competências de liderança enquanto sucesso da empresa do futuro», afirma Frank Kern, da IBM Global Business Services, a respeito do estudo.

«Mas voltando atrás e pensando melhor, isto é inteiramente consistente com as outras conclusões chave do estudo  – que o maior desafio que as empresas enfrentam daqui para o futuro será a aceleração da complexidade e a velocidade de um mundo que está a operar num sistema massivamente interconectado», diz o gestor.

O estudo da IBM mostra também que os CEO estão cada vez mais conscientes quanto ao acentuado contributo da tecnologia e da respectiva interconexão de estruturas para a crescente complexidade e volatilidade a que assistimos a nível global. «Nos últimos quatro estudos, o impacto esperado da tecnologia nas organizações tem vindo a subir do sexto para o segundo lugar em termos de importância», refere o estudo.

O estudo em questão revela ainda que as preocupações e prioridades dos CEO divergem de região para região, sendo também este um dos aspectos da complexidade de que falamos. Por exemplo, na América de norte, onde a crise financeira conduziu os governos a serem stakeholders principais nas empresas privadas, as preocupações dos CEO vão principalmente no sentido de vir a existir nos próximos cinco anos uma maior intervenção do Estado e regulação.

Se analisarmos o Japão reparamos que as inquietações dos seus CEO são diferentes, prendendo-se fundamentalmente com a mudança dos centros de poder. «Neste país, 74% dos CEO esperam a mudança no poder económico, no sentido de os mercados emergentes terem maior impacto do que os maduros nas suas organizações», revela o estudo.

Por sua vez, e ainda de acordo com o estudo, a União Europeia mostra-se menos preocupada com esta mudança, já que apenas 43% dos CEO europeus espera ser impactado pela alteração dos centros de poder.

«Estas e outras diferenças relevantes por região são crescentemente importantes, à medida que as economias e as sociedades estão cada vez mais ligadas. As organizações deparam-se com estas diferenças uma vez que operam cada vez mais além fronteiras e em diferentes regiões», esclarece a IBM no estudo apresentado.

 

 

 

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