Um volume de vendas de 12,6 mil milhões de euros, que retrata um crescimento anual de 12%, e um peso relativo no PIB nacional de 7,7%. Estes foram alguns dos resultados apresentados, esta terça-feira à imprensa, pela Associação Portuguesa de Empresas da Distribuição (APED), relativo ao desempenho dos seus associados.
«Os números retratam, de uma forma, geral, valores positivos», de acordo com José António Rousseau, director-geral da APED, que fez a apresentação dos resultados.
Em relação ao ranking do volume de vendas em 2007, quase todos os associados do top 25 apresentaram subidas relativamente ao ano transacto, excepção feita às sapatarias Foreva, que viram as suas vendas diminuir 7%.
Entre os três primeiros, mantiveram-se as posições relativas do ano anterior com a Sonae Distribuição a atingir um volume de vendas de 3.864 milhões de euros, seguida da Jerónimo Martins Retalho, com 2.260 milhões de euros, e do grupo Auchan, com 1.280 milhões de euro
| Ranking – Top 10 Volume de vendas | ||||
| Milhões de euros | Insígnias | 2007 | 2006 | 2007 Vs 2006 |
| 1 | Sonae Distribuição | 3864 | 3526 | +10% |
| 2 | Jerónimo Martins | 2260 | 1992 | +14% |
| 3 | Auchan | 1280 | 1194 | +7% |
| 4 | Lidl | 1,123* | 1050* | +7% |
| 5 | Minipreço | 797 | 705 | +13% |
| 6 | El Corte Inglês | 451 | 339 | +33% |
| 7 | Fnac | 317 | 290 | +9% |
| 8 | Staples | 207 | 173 | +19% |
| 9 | IKEA | 206 | 142 | +46% |
| 10 | AKI | 164 | 150 | +10% |
| Fonte: APED | * Valor estimado pela APED | |||
Apesar do ranking deste ano já não apresentar o Grupo Carrefour, 6° classificado no ranking de 2006, as posições relativas dos principais operadores não se alteraram, sendo que apenas os últimos dois, IKEA e AKI alteraram as suas posições relativas.
Se separarmos os dados pelos subsectores alimentar e não alimentar é, no entanto, possível verificar que as posições cimeiras sofreram alterações. Neste momento a liderança pertende ao Modelo, que em 2006 se apresentava na 2ª posição. Já o Pingo Doce, agora na 2ª posição, encontrava-se em 4° em 2006. Em 2007 na terceira e quarta posições surgem o Continente e o Auchan, respectivamente o 1° e 3° classificados em 2006.
Já nas insígnias não alimentares, no top surge a Worten, seguida do El Corte Inglês e da Fnac. As alterações verificadas nos primeiros 10 lugares surgem, porque a IKEA subiu da 7ª posição que ocupava em 2006, para a 5ª em 2007, em grande parte impulsionada pela abertura da nova loja em Matosinhos, que ajudou a aumentar em 46% as suas vendas.
No que diz respeito ao número de lojas, os associados da APED passaram de um total de 1785 para 2171 loja, numa clara política de investimento e expansão da maioria das insígnias. Este crescimento de 22%, contudo, não implicou qualquer alteração nas primeiras 5 posições das principais insígnias, continuando o líder a ser o Mini Preço, com 440 lojas, seguido do Pingo Doce, com 223 lojas e pelo Lidl, actualmente com 197 lojas.Acrescentou o director-geral da APED que neste momento «o sector está em velocidade cruzeiro, quanto às aberturas».
Já José Silva Ferreira, presidente da APED destacou «o dinamismo do sector do comércio moderno em Portugal, que cresceu 12% em vendas e mais de 15% em postos de trabalho criados, contribuindo para uma melhoria do tecido sócio-económico, sem esquecer o objectivo de satisfação do consumidor e das suas necessidades».
Em termos do volume da área de vendas, assiste-se ao reforço continuado do investimento do sector, com os associados da APED a assegurarem, no final de 2007, um total de 2.147 milhões de metros quadrados, correspondentes a um crescimento de 12% relativamente ao mesmo indicador em 2006. Em termos relativos, assiste-se à troca de posições entre os operadores do Top 10, com o Pingo Doce (195.000 m2) a destronar o Lidl (195.000 m2) do segundo posto, por este detido em 2006.
O número de associados aumentou de 86 para 94 no final de 2007, sendo que a esmagadora maioria das novas empresas são do ramo não alimentar, como a Dielmar, Ana Sousa, Elena Miro ou as livrarias Byblos.

