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E a marca mais valiosa do mundo passa a ser a Amazon

E a marca mais valiosa do mundo passa a ser a Amazon

A Amazon tornou-se a marca mais valiosa do mundo de acordo com o ranking BrandZ das 100 Marcas Globais Mais Valiosas de 2019, lançado pela WPP e Kantar.

A marca criada por Jeff Bezos em 1994 com o nome Cadabra, está agora avaliada em 315,5 mil milhões de dólares (cerca de 280 mil milhões de euros), suplantando, assim, a Apple que ficou com o segundo lugar e uma avaliação de 309,5 mil milhões de dólares (aproximadamente 274 mil milhões de euros). Em terceiro lugar, surge outra tecnológica – Google -, cuja avaliação 500 milhões de dólares abaixo da marca fundada por Steve Jobs.

A evolução da Amazon deve-se ao facto de a marca ter registado um crescimento de 52%, em valor, face ao ranking anterior de 2018, enquanto as mais diretas rivais evoluíram 3% (Google) e 2% (Apple), acabando, assim, com 12 anos de liderança tecnológica no BrandZ 100.

O Top 10 é completado ainda com a Microsoft, Visa, Facebook, Alibaba, Tencent, McDonald’s e AT&T, sendo que as únicas duas marcas com evoluções negativas foram ao Facebook (-2%) e a Tencent (-27%).

De acordo com a WPP e Kantar, as principais tendências destacadas no estudo BrandZ Global Top 100 deste ano incluem:

  • O luxo é a categoria que mais cresce (+29%), seguida pelo retalho (+25%), impulsionada pela mudança na preferência dos clientes da geração Y e Z por canais digitais.
  • As categorias de tecnologia, finanças e retalho dominam, representando mais de dois terços do valor total das marcas.
  • Nove recém-chegados aparecem no Top 100, impulsionados predominantemente por marcas de tecnologia chinesas e norte-americanas com modelos de negócios disruptivos, incluindo Dell Technologies, Xbox, Haier, Meituan e Xiaomi.
  • Marcas asiáticas aumentam sua presença com 15 marcas chinesas, três indianas e uma indonésia, fazendo parte do ranking de um total de 23 da região, incluindo a LIC e a Tata Consultancy Services.
  • Uma nova geração de marcas surge: as marcas GenZ (criadas após 1996) estão a milhas de crescimento, adicionando mais valor ao ranking por ano de existência – quase quatro vezes mais do que as marcas criadas na era milenar de 1977 a 1995. Um total de 23 marcas GenZ aparecem no Top 100, com uma idade média de 16 anos, em comparação com 18 marcas da geração Y, com 33 anos de idade.
  • Marcas sustentáveis: os proprietários de marcas estão a demonstrar a importância de melhorar e reforçar a perceção do consumidor de que eles são “responsáveis” por meio de iniciativas sociais, ambientais e corporativas.
  • As guerras comerciais da China e dos EUA afetaram o crescimento do ranking Top 100, que desacelerou para +7% nos últimos 12 meses. A confiança do consumidor foi atingida, uma vez que as tarifas comerciais impactaram várias categorias de marcas, com os carros, a logística e os bancos a sofrerem mais.