O Drive tem como objetivo permitir que os consumidores façam encomendas online e as levantem nas lojas, perto destas ou em locais apropriados e já se encontra em implementação em alguns países europeus. “As ideias simples são, em geral as melhores. As diversas modalidades deste conceito são bem ilustrativas desta perceção”, explica José António Rousseau, consultor e Presidente do Fórum do Consumo.
“Quer como prática interna de empresas dirigida os seus clientes, quer como manifestação de fórmulas de cooptição, expressas através de parcerias ou partilha de clientes, os resultados obtidos são interessantes, quer em termos de potencial de fidelização de consumidores, quer quanto às vendas acrescidas, quer ainda no que se refere à redução de custos que se pode obter”, acrescenta.
O Drive é uma tendência de fundo na Distribuição. “Não é só uma “moda”. Para o setor será vantajoso na medida em que irá permitir conquistar novos clientes e satisfazer cada vez mais as necessidades de cada cliente – everything to everyone, everywhere”, explica Olivier Jonvel, diretor geral Leroy Merlin Portugal. Para o consumidor, claramente que este conceito será uma vantagem ao “poder beneficiar de um serviço como o Drive no sentido em que vai simplificar a sua vida permitindo-lhe ganhar tempo e flexibilidade. Será o consumidor que decide quando e onde fazer as suas encomendas/compras sem ter que se deslocar à loja evitando, deste modo, perdas de tempo em filas, estacionamento ou outros”, acrescenta o responsável.
Na sua opinião, para quem experimentar, vai ser difícil “voltar atrás” uma vez que o serviço constitui “uma forma disruptiva no comércio”. Assistimos hoje em dia “a uma evolução no comércio onde o cross-canal assume protagonismo em resposta a um consumidor cada vez mais exigente, mais atento e com necessidades cada vez mais imediatas”.
Por sua vez, o Continente defende, através de fonte oficial, que “o formato Drive, mas também o levantamento em loja (Pick Up), aliados ao e-commerce são formas de levar essa conveniência aos consumidores e, nesse sentido, seria uma mais-valia para os clientes que teriam um maior conforto no momento de ir às compras”.
Na modalidade de operação interna, a primeira empresa de Distribuição a implementar este serviço na Europa foi o Auchan, em França no ano de 2000, ao que se seguiu a Chronodrive em 2004, o Leclerc em 2007, o Intermarché e o Carrefour em 2008, a Cora em 2010 e o Casino em 2011 mas de um modo geral e ao longo da última década, noutros países outras iniciativas se sucederam.
Diferentes modelos em diferentes mercados de vários países estão a ser testados por todo o mundo mas a França continua a ser pioneira nas experiências. Os supermercados franceses têm grandes expetativas para o seu formato Drive liderando o conceito com aberturas de rápido crescimento.
Segundo dados do Planet Retail, no Reino Unido, a Asda e a Tesco lideram esta tendência e já contam, respetivamente, com 100 e 150 locais. Na Alemanha, os Drives não têm sido bem sucedidos embora alguns retalhistas do Rewe Group e do Metro Group tenham já estabelecido as primeiras experiências deste conceito em 2011. No entanto, a sua expansão tem sido lenta. Os EUA lideram no que respeita ao drive in de fast-food, farmácias e bancos mas ainda não aplicaram este conceito ao setor alimentar.
Leia o artigo na íntegra na edição de outubro da DISTRIBUIÇÃO HOJE (Nº418)

