As duas grandes ‘inovações tecnológicas’ da semana vêm do retalho alimentar, mais concretamente do LIDL e da ASDA, ambas em territórios externos a Portugal.
Por um lado, o Carrefour anunciou ter aberto uma loja no TikTok Shop, tornando-se “a primeira retalhista do setor” a fazê-lo em França, segundo Alexandre de Palmas, CEO do Carrefour França.

“Esse segmento do e-commerce promete responder a uma nova tendência: a compra de produtos diretamente nas redes sociais, onde o Carrefour já tem um público formidável”, explicou o executivo através da sua conta no LinkedIn.
O discounter de origem germânica oferecerá produtos como câmaras, acessórios de beleza, coleções para casa e até utensílios de cozinha através da rede social, capitalizando a tendência de compras através do TikTok. Por enquanto, esta é uma seleção de itens que fogem ao tradicional sortido alimentar, não sendo certo que, fruto da experiência adquirida, no futuro não se amplie o sortido para oferecer também a possibilidade de compra de alimentos.
“Parabéns a todas as equipas de e-commerce, merchandising e social media por este lançamento. Já éramos líderes no TikTok e estamos a acelerar novamente”, concluiu De Palmas.
Relembre-se que, no Reino Unido, o Lidl tomou a iniciativa de utilizar a TikTok Shop como canal de vendas, para uma ação específica, sem chegar de forma permanente à plataforma.
Por outro lado, a contas com um pico de furtos, a ASDA decidiu apostar também noutra tecnologia: o reconhecimento facial. O projeto piloto irá decorrer em cinco lojas em Manchester, no Reino Unido, com o objetivo de fortalecer a segurança e prevenir crimes.

Combater o crime com… tecnologia de reconhecimento facial
O sistema de reconhecimento facial, desenvolvido pela Facewatch, é integrado à rede de CFTV da Asda e funciona identificando indivíduos que já estiveram envolvidos em crimes anteriores dentro das lojas da retalhista.
A tecnologia faz o scan das imagens de segurança e compara as informações obtidas com a lista de prevaricadores já identificados, alertando a equipa de segurança em tempo real quando uma pessoa identificada entra na loja, ajudando a prevenir incidentes antes que eles ocorram.
O piloto será realizado num período inicial de dois meses, e os resultados serão avaliados antes de qualquer decisão sobre a expansão do teste para locais adicionais.
“O aumento de furtos, ameaças e violência contra funcionários das lojas nos últimos anos é inaceitável e, como retalhista responsável, precisamos considerar todas as opções para reduzir a quantidade de crimes cometidos nas nossas lojas e proteger os nossos colegas”, disse Liz Evans, diretora comercial de varejo e produtos não alimentícios da Asda.

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