Sustentabilidade

APED e Agência Portuguesa do Ambiente juntas na promoção do uso responsável do plástico

APED e Agência Portuguesa do Ambiente juntas na promoção do uso responsável do plástico

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) estabeleceram uma parceria que se irá traduzir na promoção da utilização responsável no plástico na cadeia de valor do setor da distribuição.

Numa nota enviada às redações esta sexta-feira (22 de fevereiro), a APED explica que no âmbito deste acordo está previsto “o desenvolvimento e teste de soluções alternativas aos plásticos descartáveis de origem fóssil, através de parcerias com universidades ou centros de investigação. Por sua vez, APA irá identificar barreiras que condicionem a adoção de soluções mais sustentáveis.”

“A APED vai ainda cooperar na implementação do sistema de depósito de embalagens de bebidas de plástico não reutilizáveis e reforçar as ações de comunicação junto do consumidor para fomentar a mudança de comportamentos e a escolha de alternativas aos plásticos de origem fóssil”, acrescenta a associação.

Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, sublinha que “o setor da Distribuição tem tido um papel fundamental na adoção de alternativas mais sustentáveis e na criação de soluções, em parceria com entidades da ciência e tecnologia. Com esta iniciativa, o objetivo é ir mais além na utilização de materiais alternativos ao plástico”.

“Este é um passo importante na redução da utilização dos plásticos descartáveis, nomeadamente através do desenvolvimento e aposta em novos materiais”, acrescenta.

Portugal reforça combate ao plástico

Recorde-se que esta sexta-feira, o jornal Público noticiou que Portugal vai proibir já em 2020 a utilização de palhinhas e cotonetes, antecipando-se em, pelo menos, meio ano à diretiva da União Europeia que ‘força’ o fim da comercialização de plásticos de utilização única.

O Governo pretende ainda proibir a venda de sacos de plástico oxo-degradáveis, utilizados em alguns supermercados, já a partir de 1 de janeiro de 2019. Já os sacos de plástico mais resistentes, que atualmente são vendidos nos supermercados por 50 cêntimos, deverão ficar mais caros.