Distribuição

APED: adoção de práticas sustentáveis, valorização dos recursos humanos e digitalização são as prioridades do setor

Gonçalo Lobo Xavier é o novo Diretor Geral da APED

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) assinou na passada semana um protocolo com a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar para demonstrar o compromisso do setor com o combate ao desperdício. Em declarações à DISTRIBUIÇÃO HOJE, Gonçalo Lobo Xavier, Diretor-Geral da APED, sublinha que “a adoção de práticas que contribuam para uma maior sustentabilidade e consciência ambiental e a redução do desperdício alimentar, bem como a valorização dos recursos humanos e o desenvolvimento da digitalização e do comércio eletrónico são as principais prioridades do setor.”

Um mês depois de ter assumido o cargo de Diretor-Geral da APED, Lobo Xavier mostra-se entusiasmado com os desafios que tem pela frente. “O setor da distribuição é muito desafiante e o balanço deste primeiro mês é claramente muito positivo, não só porque os temas são muito relevantes para os consumidores, mas também porque há um conjunto de dossiers fascinantes em que a APED, enquanto representante de empresas da distribuição alimentar e não alimentar, terá de contribuir decisivamente para o bem-estar dos cidadãos.”

Gonçalo Lobo Xavier afirma ainda que as empresas do setor estão empenhadas em contribuir para o desenvolvimento económico do país e sublinha que a distribuição está disponível para dialogar com todos os elos da cadeia de abastecimento.

“É nossa estratégia focar o empenho da Distribuição na criação de soluções construtivas que criam valor para o consumidor, mantendo sempre uma postura de diálogo”

“A par do contributo essencial para o desenvolvimento económico do país e de várias atividades cruciais para a sociedade portuguesa, é nossa estratégia focar o empenho da Distribuição na criação de soluções construtivas que criam valor para o consumidor, mantendo sempre uma postura de diálogo e disponibilidade para resolver, cooperar e colaborar com os players de toda a cadeia de valor, independentemente da sua origem ou relação passada com a distribuição. Estou muito animado com a expectativa de trabalho para os próximos meses”, diz ainda o responsável.

Distribuição quer ajudar os consumidores a entender datas de validade

Sobre a estratégia nacional de combate ao desperdício alimentar, o Diretor-Geral da APED lembra que, de acordo com o ‘Preparatory Study On Food Waste Across EU 27’, da Comissão Europeia (2010), estima-se que o setor do retalho seja responsável por apenas 5% do desperdício alimentar.

“Segundo estes dados, os valores do desperdício na Europa rondaram as 89 milhões de toneladas. Como referido, é atribuído à ‘Distribuição’ a responsabilidade de 5% desse desperdício. A nível nacional, a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, publicada no passado mês de abril, prevê a implementação de um painel de estatísticas dos níveis de desperdício alimentar e o desenvolvimento de metodologia para o cálculo do desperdício alimentar nas diferentes fases da cadeia, medidas que irão proporcionar um maior conhecimento sobre a realidade do nosso país.”

“A APED irá reforçar a sensibilização dos seus associados para a melhoria contínua dos processos e operações, salvaguardando o cumprimento dos requisitos de segurança alimentar, a perspetiva ambiental e a relação com o material de embalagem”

Neste âmbito, a associação está a preparar, em conjunto com as empresas do setor, “medidas que permitam ao consumidor reconhecer mais facilmente os produtos alimentares que se aproximam do final da data limite de consumo.”

“A seleção dos produtos bem como o formato de exposição fica ao critério dos pontos de venda, sendo que algumas das boas práticas passam, por exemplo, pela identificação do produto com uma etiqueta específica. No âmbito deste compromisso, a APED irá reforçar a sensibilização dos seus associados para a melhoria contínua dos processos e operações, salvaguardando o cumprimento dos requisitos de segurança alimentar, a perspetiva ambiental e a relação com o material de embalagem utilizado para acondicionar os produtos. Adicionalmente, a APED irá promover, junto do consumidor, uma ação de comunicação conjunta com os seus associados, para que este possa compreender melhor o significado das datas de validade e das etiquetas específicas que identificam os produtos em risco de ultrapassar a data de validade”, conclui.