Ana Isabel Morais, diretora-geral da associação, disse à Lusa que “de janeiro a setembro houve uma quebra muito ligeira nas vendas do setor alimentar, de 0,2%, contudo nas outras subcategorias do setor não alimentar, a eletrónica de consumo caiu 4% e o vestuário quase 9%”.
A proposta de Orçamento do Estado para 2012 prevê um aumento para a taxa máxima, 23%, de produtos como a água engarrafada, a batata frita congelada, ou os refrigerantes, que antes eram taxados ou a 6% ou a 13%. “Numa família com duas crianças e um rendimento mensal de mil euros, cerca de 35% desse rendimento é gasto no cabaz de bens essenciais. Com este agravamento do IVA o aumento do orçamento familiar cresce cerca de 36 euros por mês”, referiu Ana Isabel Morais.
Marcas próprias ganham com a crise
As medidas de austeridade, e o previsto aumento do IVA, estão a acelerar o consumo de marcas da distribuição por parte das famílias portuguesas.
“Com a quebra de rendimentos, os consumidores ficam hipersensíveis ao preço e, como já ganharam confiança nas marcas próprias, optam cada vez mais por marcas da distribuição”, afirmou à Lusa aquela responsável.
No setor da alimentação, os dados da APED revelam que, no primeiro semestre deste ano, a quota de mercado das marcas próprias cresceu 3%, quando comparado com o mesmo período de 2010.

