O CEO do Aldi UK, Guiles Hurley, alertou os fornecedores de que estes sofrerão as consequências, caso não “embarquem” nos compromissos do retalhista no que toca ao packaging.
Ao que a imprensa especializada revela, Hurley terá escrito uma carta aos fornecedores na qual faz referência à promessa do Aldi de que, até 2022, as embalagens serão 100% recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis na marca própria e em todos os produtos e marcas até 2025 e que essa promessa é “inegociável”.
As decisões de compra no futuro “serão baseadas na capacidade dos nossos parceiros liderarem e se adaptarem nesta área”.
A carta, a que o The Grocer teve acesso, revela que este ano o Aldi planeia juntar-se às fileiras dos supermercados que estão a testar soluções e “reuse and refill”, nos quais os clientes enchem recipientes reutilizáveis nas lojas.
Além disso, o retalhista de origem alemã apostará, também, em sacos reutilizáveis, tendo lançado a iniciativa já no ano passado em 250 lojas e que abrangerá todas as 870 lojas existente em “Terras de Sua Majestade”.
Hurley destacou as 2.700 toneladas de plástico e 3.700 toneladas de material não reciclável não utilizado desde o compromisso do Aldi, em 2018, como exemplos de medidas tomadas pelos fornecedores.
Mas “é preciso muito mais”, de acordo com a carta.
“Após a receção desta carta, o diretor de compras do Aldi entrará em contato direto para discutir quais as ações tangíveis que deverá tomar”, afirma a carta. “Solicito que fale abertamente para explorar ativamente todas as oportunidades de desenvolver soluções de embalagem mais inovadoras e cumprir os nossos compromissos de embalagem”, cita o The Grocer.
A carta refere, também que as medidas até agora, como embalagens de papelão para multipacks de atum, foram um “grande começo”. No entanto, lâ-se, igualmente, que “queremos trabalhar para testar materiais alternativos, inovar novas soluções de embalagem e ter a mente aberta para todas as opções”.
“Estou ansioso para ver o progresso que podemos alcançar juntos nesta área crítica aos negócios”, conclui Hurley.
Hurley não é, de resto, o primeiro responsável de um grande retalhista no Reino Unido a convidar os fornecedores a trabalhar mais nas embalagens. Em uma carta aberta em outubro passado, o CEO da Asda, Roger Burnley, instou os fornecedores a “dar um passo no desconhecido” e apresentar novas ideias para ajudar o retalhista a cumprir os seus compromissos.
Antes disso, em maio, também a Tesco alertou que proibiria todas as embalagens inadequadas para reciclagem a partir deste ano e, em agosto, o CEO Dave Lewis disse que os produtos que usam “excesso de embalagem” podem ser retirados em redefinições de categoria.

