Uma máquina de cápsulas para o canal Horeca totalmente produzida em Portugal, uma máquina de vending e dois novos blends para o segmento do retalho, mais intensos, para ir ao encontro das preferências dos consumidores de café. Foram estas as principais novidades apresentadas esta quarta-feira (8 de junho) pela Delta Q na sua loja da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Na apresentação, que reuniu imprensa, colaboradores e parceiros, a Delta Q apresentou as suas mais recentes propostas para o mercado, entre as quais dois novos blends para a gama do canal de distribuição, que contava já com oito referências de café com intensidades que iam até ao 10. Com as referências agora apresentadas, a marca passa a contar com cafés de intensidade 12 e 14, o Qharisma e o EpiQ, respetivamente, duas novidades que pretendem responder às preferências do consumidor nacional.
Rui Miguel Nabeiro, Administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, explicou que “levamos muito a sério o que os nossos consumidores têm para nos dizer. Queremos crescer e ser inovadores e isso só é possível se estivermos atentos às expetativas dos nossos consumidores”.
Mas as novidades apresentadas pela Delta Q não se ficaram por aqui. Três anos depois do lançamento de uma máquina para o canal Horeca, a marca volta a apostar no segmento Business, desta feita com uma máquina [a Mayor Q] que será totalmente produzida em Portugal, em Campo Maior, um investimento que segundo Rui Nabeiro, fundador da Delta, deverá rondar os 6 milhões de euros. A produção da tecnologia começará já em setembro e até ao final do ano é esperado que estejam já no mercado 500 destas máquinas.
“A Mayor Q o que nos dá, acima de tudo, é a garantia de qualidade, o podermos ser nós a produzir, o que para nós é extremamente importante: termos uma máquina produzida por nós, porque já temos esse know-how. É uma evolução natural daquilo que foi a Quorum. É uma máquina ainda mais profissional e aqui já damos um passo na direção de ter máquinas mais profissionais e de reforçar a nossa posição num canal que tem visto crescimentos muito grandes nestes últimos anos. De facto, é um produto muito importante para este canal”, sublinhou Rui Miguel Nabeiro, Administrador do Grupo.

A pensar também no canal Horeca, a Delta Q apresentou quatro novos blends de café em cápsulas exclusivamente para o sector Horeca: o MagnetiQ, o AromatiQ, o SilQ e o DeQaf. A estas junta-se ainda a BreaQ, uma solução destinada a escritórios e áreas de multisserviços ou de vending e que permite uma seleção de 19 bebidas quentes à base de café, leite e chocolate e que oferece a possibilidade de um sistema alternativo de pagamento, com um moedeiro.
À DISTRIBUIÇÃO HOJE, Rui Miguel Nabeiro, Administrador do Grupo, explicou que “a BreaQ é uma máquina extremamente importante porque vem colmatar uma necessidade muito grande que nós tínhamos, que era poder trabalhar também o canal do vending e o canal de multisserviços. A BreaQ será essencial para cobrir aquela ‘nesga’ de mercado que não estávamos de facto a operar.”
No final do ano, a Delta Q pretende ter já cerca de 3700 clientes no canal Horeca e conquistar um número total de 40 milhões de cápsulas consumidas.
Personalização é cada vez mais importante
A apresentação realizada pela marca foi também uma oportunidade para falar do projeto MyQoffee, plataforma lançada no final de 2015 para permitir que os consumidores personalizem e criem o seu próprio blend e que é já o terceiro blend mais vendido no canal online.
“Isso só demonstra que de facto estamos a criar tendências, porque nesta área do café, e eu pelo menos não conheço, não existia nenhum produto semelhante. Tem um sucesso enorme. Tem picos de vendas, sobretudo em momentos específicos. Aquilo que aprendemos foi que ele vive muito da partilha. As pessoas querem o myQoffee para oferecerem em ocasiões especiais, mas é uma aposta ganha e é uma aposta que queremos continuar a fazer crescer para que chegue a mais lares rapidamente”, revelou Rui Miguel Nabeiro.
Em 2015, a faturação da Delta Q em Portugal atingiu os 47,5 milhões de euros e este ano, de acordo com as previsões da empresa, deverá chegar aos 52 milhões de euros.

