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STIHL cresce 17% em Portugal e supera desempenho das filiais da Europa Ocidental

STIHL cresce 17% em Portugal e supera desempenho das filiais da Europa Ocidental Direitos Reservados

A STIHL Portugal encerrou 2025 com uma faturação líquida de 34,2 milhões de euros, representando um crescimento de 17% face ao ano anterior. O desempenho tornou o mercado português no que registou o maior crescimento proporcional entre as filiais de vendas da STIHL na Europa Ocidental, num exercício em que o grupo também atingiu o melhor resultado de sempre em Portugal.

De acordo com o comunicado de imprensa, a evolução nacional acompanha o crescimento global do Grupo STIHL, que aumentou a faturação para 5,48 mil milhões de euros no último exercício fiscal, mais 2,8% face aos 5,33 mil milhões de euros registados em 2024. O valor aproxima-se do recorde de 2022, quando o grupo atingiu 5,49 mil milhões de euros.

 

A empresa gerou cerca de 91% das receitas fora da Alemanha. O resultado foi alcançado num contexto marcado pela política tarifária dos Estados Unidos, o maior mercado individual do grupo, pela retração do consumo em várias regiões e por efeitos cambiais negativos.

“Estamos a desenvolver a STIHL de forma consistente e a partir de uma posição de força”, afirmou Michael Traub, presidente do Conselho Executivo da STIHL, durante a apresentação dos resultados de 2025. “Mesmo num contexto de incerteza, continuamos a agir com visão estratégica, acelerando a transformação para a tecnologia a bateria e investindo na nossa rede global de produção e vendas”, referiu.

 

Portugal destaca-se na Europa Ocidental
Em Portugal, os equipamentos a bateria já representam 26% do total de unidades vendidas. O segmento particular continua a concentrar a maior fatia do negócio, com um peso de 65%, face aos 35% do segmento profissional.

Para 2026, a STIHL Portugal antecipa um crescimento mais moderado, na ordem dos 0,5%, num contexto económico considerado mais prudente. A operação nacional mantém, ainda assim, expectativas positivas quanto à consolidação da tecnologia a bateria e ao reforço da posição da marca no mercado nacional.

 

“Portugal continua a afirmar-se como um mercado estratégico para a STIHL e um verdadeiro case study dentro do grupo em termos de crescimento”, afirma Juvenal Martins, diretor-geral da STIHL Portugal. “Os resultados alcançados em 2025 refletem não só a confiança dos consumidores e profissionais na marca, mas também o trabalho consistente que temos vindo a desenvolver na proximidade à rede de concessionários, na formação e na aposta na inovação”, sublinha.

O responsável salienta ainda a evolução da tecnologia a bateria no mercado português. “Estamos particularmente satisfeitos com a evolução do segmento a bateria em Portugal, que acompanha a transformação global da STIHL e confirma que o mercado nacional está cada vez mais recetivo a soluções tecnologicamente mais avançadas e sustentáveis”, refere.

 

Segmento a bateria ganha peso no grupo
A transformação para produtos a bateria continua a ser um eixo central da estratégia da STIHL. Em 2025, estes equipamentos representaram 27% das vendas globais, acima dos 25% registados no ano anterior. O maior impulso veio da Europa, com a Europa Ocidental a registar uma quota de cerca de dois terços dos produtos vendidos já assente em equipamentos a bateria.

Em outubro, o grupo inaugurou em Oradea, na Roménia, a sua primeira fábrica dedicada exclusivamente à produção de baterias e ferramentas a bateria. O investimento ascendeu a 125 milhões de euros e a unidade funcionará como centro europeu de excelência para a produção de equipamentos a bateria.

Na sede de Waiblingen, na Alemanha, a STIHL iniciou também a produção interna de motores EC, um dos componentes centrais dos equipamentos a bateria, até então adquiridos a fornecedores externos.

Investimento global e expansão industrial
No conjunto do grupo, os investimentos totalizaram 335,7 milhões de euros em 2025, abaixo dos 349,4 milhões de euros registados em 2024. Mais de metade deste valor, cerca de 175 milhões de euros, foi aplicada na empresa-mãe alemã, sobretudo na aquisição de novas instalações em Waiblingen.

A STIHL pretende consolidar, a médio prazo, unidades corporativas atualmente dispersas pela região, com o objetivo de criar estruturas mais eficientes e gerar sinergias. No Brasil, entrou também em funcionamento uma nova linha de montagem na unidade de São Leopoldo, aumentando a capacidade e a flexibilidade da fábrica.

No final de 2025, o Grupo STIHL empregava 20.246 pessoas em todo o mundo, mais 2,6% do que em 2024. A entrada em funcionamento da nova fábrica na Roménia foi um dos fatores que contribuíram para este aumento.

 

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