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Produção

“Uma das vertentes mais atrativas do movimento de cerveja artesanal é isto mesmo, o experimentalismo”

A 5 e Meio será uma marca ainda relativamente desconhecida dos portugueses. Porém, esta pequena empresa portuguesa está a dar passos para a sua afirmação plena no mercado de cervejas artesanais. Em breve, no próximo dia 21, sairão do online e passarão a ter espaço próprio, na Ericeira, com um tap room que promete ‘fazer a diferença’.

Ainda sem planos concretos para chegar às prateleiras das grandes superfícies, mas a apostar na internacionalização e crescimento da notoriedade da marca, os responsáveis da marca estiveram à conversa com a DISTRIBUIÇÂO HOJE, abordando muito do que está já pensado para o futuro próximo.

 

Num mercado em que existe já alguma saturação, em que se distingue a 5 e meio relativamente às suas concorrentes?

Os pontos que melhor demonstram a nossa diferença face à concorrência são: Capacidade e paciência em envelhecer cervejas e apresentá-las ao mercado com mais de 2 anos de maturação. Este tipo de cervejas envelhecidas em garrafa pouco ou nada existe no país. Desenvolvimento do mercado regional, tanto pela utilização de produtos da nossa região como pelo alavancar do movimento “cerveja artesanal”, ainda pouco desenvolvido na Ericeira.

Como nasceu a ideia para e de onde vem a ‘receita’ para o sucesso da 5 e meio?

A ideia nasceu do gosto de experimentar coisas novas. A receita para o sucesso cremos que se baseia no equilíbrio entre qualidade dos produtos, na qualidade das relações, profissionalismo na operação e tirar partido das situações com espírito positivo.

A vossa marca esteve até agora ausente de um espaço físico próprio e, agora, no próximo dia 21, preparam-se para lançar a vossa tap room. Como caracterizam o espaço e que experiência quem vos visitar pode esperar ter?

O espaço tem por propósito apresentar a um mercado, ainda pouco explorado, variedade de Cervejas Artesanais (tanto que podem ser nossas como de outros cervejeiros, tendo em atenção que o driver se centrará muito em Estilos de Cerveja e não somente Marcas), com harmonizações de comida bem pensadas e foco no sabor. Pretendemos que a experiência de ir ao ‘5 e meio Tap Room’ resulte num momento mágico para o consumidor, uma vez que pode provar cervejas de topo com petiscos muito bem afinados e selecionados por nós.

Que objetivos têm para este primeiro ano, até atendendo a que ainda vivemos em pandemia?

Solidificar a nossa marca e dar a conhecer quem somos. O nosso primeiro objetivo para 2021 não é de crescimento, claramente pelo contexto pandémico, mas sim de expansão da notoriedade e comunicação do conceito. O Tap Room é um alicerce muito importante para a 5 e Meio, e nesse sentido é-nos mais prioritário estabelecer bem o conceito, passando a mensagem de forma transparente que existe um espaço com ótimas cervejas e petiscos a condizer.

Mesmo sendo uma marca ‘experimental’, têm já sucesso consolidado internacionalmente. O futuro pode passar por uma internacionalização? Pela presença em grandes superfícies?

Pela internacionalização sim. Na verdade, estamos a trabalhar esse mercado neste momento, mas apenas para a linha de cervejas envelhecidas, na medida em que não têm prazo de validade e, portanto, a perecibilidade do produto faz com que seja mais atrativo para ser distribuído longe e vendido “sem pressas”. A presença em grandes superfícies nos próximos dois anos não será um alvo da marca, dado que o produto é produzido em escalas de nicho.

“Piripiri e limão, laranja e carvalho, tomate” são alguns dos sabores que anunciam. De onde chegam as ideias para estas apostas?

As ideias chegam em conversas de equipa, em sonhos e até mesmo no típico banho matinal, onde muitos pensamentos são maturados. Na prática, é isso mesmo, uma “aposta” e como não temos receio de as perder, experimentamos e avaliamos. Uma das vertentes mais atrativas do movimento de cerveja artesanal é isto mesmo, o experimentalismo que nos faz sentir como autores de uma obra de arte.